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Família de indígenas Waurá percorre 80 quilômetros de moto em busca de serviços no Justiça em Ação

Família de indígenas Waurá percorre 80 quilômetros de moto em busca de serviços no Justiça em Ação

Por: Redação
14/05/2026 às 13h41 Atualizada em 14/05/2026 às 16h41
Família de indígenas Waurá percorre 80 quilômetros de moto em busca de serviços no Justiça em Ação
Foto: Reprodução

Uma família da etnia Waurá saiu às 5h30 da aldeia Alamo, localizada ao sul do Parque Indígena do Xingu, e percorreu 80 quilômetros de moto em estrada de chão em busca de atendimento no mutirão Justiça em Ação, realizado pela Justiça Comunitária e parceiros no distrito de Salto da Alegria (200 km de Paranatinga), no último dia 7 de maio.

O professor de escola indígena Tirawa Waura levou o filho adolescente para fazer carteira de identidade. A cunhada dele, Yanapukuwalu Waura, também foi fazer o RG, acompanhada do marido e do filho pequeno, Lorenzo, de seis anos.

Eles levaram três horas para chegar à Escola Municipal do Campo Euzébio de Queiroz, onde ocorria o mutirão. Mas todo o esforço valeu a pena, segundo Tirawa. “A gente precisa desse tipo de atendimento porque a gente vem de longe. Muitas vezes, indo pra cidade, a gente faz viagem perdida”.

O professor conta que cerca de 60 pessoas vivem na aldeia Alamo, mas somente sua família conseguiu se deslocar para participar do mutirão da Justiça Comunitária. “Eu vi a divulgação de uma professora do Estado e ela me informou pra gente vir buscar o atendimento, porque é difícil pra nós ir pra cidade, é muito longe, o frete é muito caro. Aí eu decidi vir pra cá”, disse.

Justiça em Ação – Durante os dias 6 e 7 de maio, o distrito de Salto da Alegria foi contemplado com serviços de justiça, cidadania, educação e saúde, proporcionados por diversos órgãos públicos, que se uniram à Justiça Comunitária, do Poder Judiciário de Mato Grosso, na iniciativa.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi uma das instituições parceiras e que realizou o atendimento aos integrantes da família indígena. Eles também receberam orientações jurídicas da Justiça Comunitária e fizeram solicitação de segunda via de certidão de nascimento.

Celly Silva / Foto: Josi Dias

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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