A sessão ordinária da Câmara Municipal de Paranatinga, realizada nesta sexta-feira (20), foi marcada por um cenário de discursos inflamados. O ponto central da pauta foi a votação das contas anuais de governo do ex-prefeito Marquinhos do Dedé, referentes ao exercício de 2023. O balanço foi aprovado com 5 votos favoráveis e 5 abstenções, em uma sessão que contou com a presença de 10 parlamentares.
Apesar da aprovação técnica, o clima no plenário foi de indignação. Diversos vereadores utilizaram a tribuna para manifestar descontentamento com a herança administrativa deixada pela gestão anterior e com a precariedade da infraestrutura atual como consequência.
A aprovação das contas de 2023 ocorreu sem votos contrários, mas as cinco abstenções enviaram um recado político claro.
Cicinho: Justificou sua abstenção citando inúmeros apontamentos de irregularidades em várias áreas da administração e a condição crítica em que o município foi entregue. "A gestão passada deixou muito a desejar", afirmou. Edson do Sindicato: Seguiu a mesma linha e demonstrou surpresa com a ausência do ex-prefeito ou de representantes para realizar a defesa técnica das contas perante o julgamento.
Silas: Relembrou os oito anos da gestão de Marquinhos do Dedé, afirmando que seu povo foi "esquecido" e que a falta de uma postura crítica permitiria que os erros do passado se repetissem.
A presidente da Casa e o primeiro-secretário Paulinho do Frigopar também se abstiveram. Lu da Vacina expressou revolta com o sistema do Tribunal de Contas que, segundo ela, muitas vezes obriga a aprovação de contas enquanto o município vive um "verdadeiro caos".
Os demais vereadores presente na Sessão acompanharam o voto do Relator do TCE de Mato Grosso.