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Estradas de terra elevam custo da safra em Paranatinga

Estradas de terra elevam custo da safra em Paranatinga

Por: Redação
27/02/2026 às 09h48 Atualizada em 27/02/2026 às 12h48
Estradas de terra elevam custo da safra em Paranatinga
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Aprosoja cobra aplicação efetiva do FETHAB na infraestrutura

A falta de pavimentação em trechos estratégicos de rodovias estaduais e federais continua impactando o escoamento da safra em Mato Grosso. Produtores relatam que estradas de terra e pontos críticos de manutenção prolongam o tempo de transporte, elevam o custo operacional e reduzem o ritmo da colheita, especialmente no período chuvoso.

No noroeste do Estado, a situação da MT-183, que atende a região de Aripuanã, é apontada como um dos exemplos mais críticos. São mais de 200 quilômetros sem pavimentação. Segundo o produtor Sami Dubena, durante as chuvas o tráfego se torna praticamente inviável e, na estiagem, a poeira compromete a visibilidade e aumenta o risco de acidentes.

“A distância até o armazém pode se tornar duas ou três vezes maior em tempo de viagem. Muitas vezes a colheitadeira precisa parar esperando o caminhão voltar”, afirma.

A lentidão no transporte afeta diretamente a produtividade. Sem conseguir colher no momento ideal, parte da produção chega com umidade elevada ou avarias, o que gera descontos na classificação e reduz o valor pago ao produtor.

Em Paranatinga, a situação da MT-499 também preocupa. O produtor Fernando Petri relata que, após dias de chuva, surgem pontos de atoleiro que impedem a passagem de veículos. “O produtor fica sem conseguir escoar a produção, os prazos se acumulam e o prejuízo aparece na ponta.”

Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, os gargalos logísticos deixaram de ser apenas um problema operacional e passaram a representar um custo estrutural ao agronegócio. A entidade cobra que os recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB) sejam revertidos de forma mais efetiva na melhoria das estradas.

Além da pavimentação, produtores defendem investimentos em armazenagem nas propriedades como forma de reduzir a pressão no período pós-colheita. Com maior capacidade de secagem e estocagem na fazenda, o transporte pode ser escalonado, diminuindo a concentração de caminhões nas estradas e o impacto sobre a logística regional.

Com informações do Cenário MT.

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