Paranatinga, 25 de Maio de 2022

Política

Juíza muda decisão e condena ex-gerente de factoring de Arcanjo

Publicado 11/05/2022 22:55:47


A Justiça alterou uma sentença e condenou Nilson Roberto Teixeira, ex-gerente da Confiança Factoring, de propriedade do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, a 11 anos e oito meses de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

 

A decisão é assinada pela juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta quarta-feira (11). Ele poderá recorrer em liberdade.

 

A  magistrada alterou a sentença assinada pelo juiz Marcos Faleiros, que em 2018 julgou extinta a punibilidade contra Nilson Roberto Teixeira. Ela acolheu recurso do Ministério Público Estadual (MPE).

 

Processo é proveniente da Operação Arca de Noé, que apurou um esquema que teria desviado dezenas de milhões reais da Assembleia Legislativa entre os anos de 1999 e 2002, supostamente liderado pelos ex-deputados José Riva e Humberto Bosaipo.

 

Conforme o MPE, Riva e Bosaipo, necessitando de dinheiro para pagamento de despesas pessoais ou decorrentes de campanhas eleitorais, promovia desvio de recursos na Assembleia. E os cheques pagos a empresas de fachada eram trocados na Confiança Factorin, da qual Arcanjo era dono, e o dinheiro, dividido entre os membros do esquema.

 

Na decisão, a juíza afirmou que Nilson Roberto Teixeira teve participação direta nas operações financeiras ilícitas.

 

“Consta na denúncia que Nilson Roberto Teixeira era gerente da Confiança Factoring e responsável imediato pela gestão da empresa supracitada, que o mesmo tinha plena consciência da ilegal apropriação de recursos públicos, levada a efeito pelos parlamentares e servidores denunciados, como também era uma das molas propulsoras do engenhoso sistema, recebendo e movimentando tais recursos em operações suspeitas e fraudulentas”, escreveu a juíza.

 

“Ante o exposto, altero a parte dispositiva da r. sentença proferida às fls. 3010/3030, para o fim de: condenar o acusado Nilson Roberto Teixeira, pela prática do crime previsto no artigo 312, caput, do Código Penal, na forma do artigo 71, também do Código Penal e artigo 1º, §1º da lei n. 9.613/98; na forma do artigo 71 (Fatos descritos nesta Ação Penal), sujeitando-o à pena privativa de liberdade de 11 (onze) anos e 08 (oito) meses de reclusão”, decidiu 

 

A sentença 

 

A sentença proferida em 2018 condenou o ex-chefe de gabinete do ex-deputado José Riva, Geraldo Lauro  a 13 anos e quatro meses de prisão. 

 

Também foram condenados o contador José Quirino Pereira e o técnico em contabilidade Joel Quirino Pereira, cada um, a 11 anos e oito meses prisão. 

 

Já Juracy Brito foi absolvido e Guilherme da Costa Garcia também teve a punibilidade extinta.

 

Ainda na decisão, o juiz Marcos Faleiros manteve a suspensão do processo com relação a João Arcanjo Ribeiro e determinou o desmembramento dos autos para o prosseguimento da ação penal. 

 

 

Fonte: Mídia News

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