Paranatinga, 08 de Maio de 2021

Política

Ex-prefeito: Maior presente seria união dos poderes por vacina

Publicado 09/04/2021 07:59:33


Cuiabá completa 302 anos de fundação neste dia 8 de abril, mas, pelo segundo ano consecutivo, trata-se de um aniversário sem celebração em razão da pandemia da Covid-19.

 

Para o ex-prefeito da Capital, Rodrigues Palma (1975-1979) e o analista político Alfredo da Mota Menezes, o único presente possível para a população neste ano é a vacinação – que na Capital caminha a conta-gotas em razão tanto da quantidade de doses envidas pelo Governo Federal quanto da organização do sistema de imunização.

 

“É uma tristeza uma cidade tão pujante, tão bela, tão forte no comércio, na indústria, fazer aniversário em um momento desses. É muito difícil. Acho que esse ano, Cuiabá não tem o que comemorar”, lamentou Palma.

 

“Simplesmente, tem que achar um jeito de atender a população, de buscar os meios de vacinar a todos e, principalmente, a união entre os governantes”, acrescentou.

 

 

É uma tristeza uma cidade tão pujante, tão bela, tão forte no comércio na indústria fazer aniversário em um momento desses. É muito difícil

O ex-gestor disse ver com preocupação que, além de tentar sobreviver a uma pandemia, os cuiabanos precisem lidar com um cabo de guerra entre políticos na esfera municipal e estadual.

 

Para ele, ambos agem de forma distanciada, ao invés de buscar unir forças para garantir a vitória na guerra contra o coronavírus.

 

“Seria o maior presente que Cuiabá poderia receber neste aniversário, tanto do município quanto do Estado: a união de todos os políticos para combater e vencer essa pandemia”, afirmou.

 

“Essa vacina só será proveniente de uma grande união de todos em benefício da população. A esperança é que, com isso, tenhamos um aniversário melhor no ano que vem”, disse.

 

Saúde e economia

 

No ano passado, Cuiabá comemorou seu aniversário em meio a comércio fechado e a população trancada em casa. Este ano, a data passa em meio a uma quarentena recomendada pelo Governo do Estado e determinada pela Justiça.

 

“São dois aniversários com quarentena, onde não há o que se comemorar com o número de mortes que temos”, pontuou Alfredo da Mota.

 

“É o segundo aniversário de Cuiabá em uma pandemia. A classe política, quem quer que seja, precisa se debruçar sobre 'vacina, vacina e vacina'. Não tem outro jeito”, acrescentou.

 

 

 

"É o segundo aniversário de Cuiabá em uma pandemia. A classe política precisa se debruçar sobre a vacina"

O analista político destacou que a imunização é o que irá garantir que a economia da Capital não sofra um golpe mais duro. Para ele, até o momento, a avaliação é de que tem passado à margem da crise graças ao desempenho do Estado.

 

“Sem vacina não tem economia. Tem que vacinar o mais rápido possível e a maior quantidade de pessoas possível. Porque é com isso que estamos vendo os Estados Unidos, a Inglaterra e Israel, por exemplo, tendo atividades econômicas mais fortes. Se não fizermos isso, passaremos mais um ano penando”, disse.

 

Segundo Alfredo, Cuiabá – e o país, como um todo – já perdeu o primeiro trimestre da economia e pode perder o segundo, o que pode afetar o setor de um modo geral.

 

“É só ver os EUA. Estão começando a abrir bares e restaurantes, eventos, vão permitir gente nos estádios. Na Inglaterra, também. Vemos menos gente nas UTIs, por consequência, a melhora na economia”, disse.

 

Cuiabá na pandemia

 

Com uma população de pouco mais de 618 mil habitantes, Cuiabá imunizou, até esta quinta-feira (7), pouco mais 18,2 mil pessoas. Ao todo, a Capital já recebeu mais de 107 mil doses de vacina, tendo aplicado, entre primeira e segunda etapa, 65.694 doses.

 

O ritmo lento da vacinação contrasta com o crescente número de casos e mortes por Covid-19. Até terça-feira (6), o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde apontava 68.627 casos confirmados de infecção pela doença, além de 2.229 mortes.

 

Ao todo, a Capital registrava 568 pessoas internadas em razão de complicações da doença, sendo 260 estavam em leitos de Terapia Intensiva.

 

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