Paranatinga, 31 de Julho de 2021

Política

Deputados que fizeram lobby contra licitação receberam propina em dinheiro, passagens e carro

Publicado 17/05/2021 12:21:15


A 3ª fase da Operação Rota Final afirma que o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), junto com o suplente, Pedro Satélite, e os empresários Eder Pinheiro e Julio Cesar Sales, fizeram lobby para que o Estado não cumprisse Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) visando a execução de procedimento licitatório no setor de transporte. O órgão ministerial descreve sistemática de pagamento de propina.
 


Conforme investigação, Dilmar Dal Bosco, no exercício do cargo e com auxílio de sua assessora parlamentar Cristiana Cordeiro Leite, teria recebido, nos anos de 2014 a 2017, propinas que totalizam R$ 512 mil, bem como vantagem indevida no valor de R$ 150 mil, valores custeados por Eder Pinheiro, dono do Grupo Verde Transportes.
 
Ainda segundo investigação, Dilmar, entre 2012 a 2018, teria recebido passagens de ônibus como “cortesias” do Grupo Verde que perfizeram o valor de R$ 313 mil, enquanto Pedro Satélite, entre 2013 a 2018, também teria recebido “cortesias” no valor de R$ 332 mil.
 
O Ministério Público afirma que o Sindicado das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros, por meio do presidente, Júlio César Sales, também pagava propinas a Dilmar Dal Bosco e Pedro Satélite, sendo que, somente no ano de 2011, ambos receberam R$ 472 mil e R$ 147 mil, respectivamente.
 
Ainda segundo investigação, Pedro Satélite teria recebido, no exercício de suas funções de deputado, aproximadamente R$ 1,1 milhão entre os anos de 2014 a 2018, valor repassado pelo Grupo Verde ao seu filho, Andrigo Wiegert e a Glauciane Wiegert, além de um veículo Mitsubishi Pajeiro, avaliado em R$ 35 mil, cuja propriedade foi registrada em nome de sua filha, Marciana Wiegert.
 
O caso
 
Na manhã desta sexta-feira (14), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), deflagrou em atuação compartilhada  a terceira fase da “Operação Rota Final”, que busca apurar  crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação do setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e  Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT) .  
 

 

 A investigação, iniciada na Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, foi encaminhada, com autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), ao GAECO-MT em meados de 2019, onde foi concluída pelas autoridades policiais do Grupo Especializado, com supervisão do NACO Criminal. O Inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações.

 

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