Paranatinga, 08 de Maio de 2021

Política

Ao defender Sputnik, Mauro cita "série de efeitos colaterais” de vacina que já é usada em MT

Publicado 29/04/2021 14:28:08


O governador Mauro Mendes (DEM) saiu novamente em defesa da importação da Sputnik V para uso na população mato-grossense. Porém, nesta quinta-feira (29), o chefe do Executivo acabou fazendo uma crítica à da AstraZeneca, já utilizada no Estado, para corroborar seu pensamento, dizendo que este imunizante “tem uma série de efeitos colaterais”. O democrata ainda lembrou que o produto russo está sendo utilizado em diversos países do mundo, sem apresentar – até o momento – nenhum tipo de problema.


 
“Ontem (28), tivemos uma reunião técnica de todos os procuradores dos Estados que fizeram a aquisição. Acho lamentável [negativa da Anvisa], esta vacina está sendo usada em mais de 60 países. Quase sete milhões de argentinos foram vacinados e os resultados estão sendo acompanhados. Nossa lei permite a importação extraordinária com a aprovação em outros países. Infelizmente isto não foi adotado”, iniciou o governador.
 

 

  

 


Mauro voltou a citar a Argentina, país vizinho do Brasil, que está usando o imunizante russo em larga escala, sem que – até o momento – tenha sido relatado qualquer tipo de problema. Foi então que ele acabou citando a vacina da AstraZeneca, dizendo que "a gente escuta todos os dias de quem vacina, [que tem] uma série de efeitos colaterais, não tem nada de morte, nada disto, mas com alguns efeitos logo após a aplicação”, o que não aconteceria com o produto da Rússia.
 
“Buscaram muitos mecanismos e como não sou profissional da área, fica difícil contestar tecnicamente. Mas o consórcio (de Estados que fizeram aquisição de lotes) está fazendo isto, tanto no campo jurídico, como no cientifico, com apoio do Instituto Gamaleya e o Fundo Soberano Russo. A vacina Sputnik apresenta 91% de eficiência, maior que as outras”, completou Mauro. 
 
Segundo o governador, todas as medidas necessárias estão sendo adotadas e, caso não haja uma sinalização positiva da Anvisa, restará tentar a importação através de uma decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Por fim, o comandante do Palácio Paiaguás lembrou que o ritmo do Plano Nacional de Imunização (PNI) segue lento e com seus cronogramas sendo descumpridos desde o início da vacinação. “O que queremos é ajudar, seria tranquilo ficar aqui só criticando ou reclamando. Nós, governador, estamos indo atrás para ajudar na retomada da economia. A coisa mais desejada em t odo o país é ter dose da vacina, recuperar a liberdade de ir e vir, pode abraçar o outro”.
 
Na tarde desta terça-feira (27), o Governo do Estado emitiu uma nota afirmando que a Sputnik V já está em uso em 62 países e que a legislação brasileira “estabelece o rito automático de aprovação quando uma vacina encontrar-se apta em pelo menos uma das 11 principais agências reguladoras internacionais. A Sputnik V já está aprovada em três dessas agências e lamentamos que a Anvisa não tenha adotado esse procedimento previsto na lei brasileira”, diz a nota.
 
Ainda segundo o Governo de Mato Grosso, os documentos solicitados pela Anvisa estão no processo encaminhado à agência e, de qualquer forma, a documentação será reapresentada junto a uma solução para cada questionamento, conforme os critérios internacionais de saúde. “Neste momento, um grupo de técnicos ligados aos estados compradores, juntamente com a assessoria da agência reguladora russa, o Ministério da Saúde da Rússia e um comitê científico brasileiro estão trabalhando para reapresentar todas as informações solicitadas pela Anvisa”, finaliza o texto.
 
Falhas
 
A Gerência de Medicamentos apontou diversas falhas de segurança associadas ao desenvolvimento do imunizante. Na mais grave, explicou que o adenovírus usado para carregar o material genético do coronavírus não deveria se replicar, mas ele é capaz de se reproduzir e pode causar doenças.
 
A diretora Cristiane Joudan Gomes defendeu que a segurança é fator primordial. "A presença de adenovírus (replicante) pode levar a uma serie de consequências, até um surgimento de manifestação e doenças autoimunes", disse.

 


 
Segundo a Anvisa, a empresa russa não enviou relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade. Os técnicos também não encontraram o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada.
 
Durante a visita de uma comitiva no local, o Fundo Russo tentou cancelar inspeção presencial e não autorizou acesso ao Instituto Gamaleya, que faz o controle de qualidade da vacina. Também não foi possível  identificar os fabricantes de sua matéria prima.
 
O relator do processo, Alex Machado Campos, classificou a situação atual da vacina como um "mar de incertezas" e disse que ela aponta um cenário de riscos "impressionante".
 
A Anvisa informou que a maioria dos países que autorizaram a aplicação da vacina não têm tradição na análise de medicamentos e não produziram relatórios próprios sobre o imunizante.

 

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