Paranatinga, 16 de Maio de 2021

Mato Grosso

Ao defender produção de vacina pelo agro, Wellington diz que país deixou de investir em tecnologia

Publicado 03/04/2021 11:10:57


Relator da Comissão Temporária do Senado que acompanha as ações de enfrentamento à Covid-19, o senador Wellington Fagundes (PL) defende que o governo federal libere a incorporação de laboratórios de produção de imunizante de uso animal na produção de vacinas contra o novo coronavírus. A proposta adicionará 400 milhões de doses ao programa de imunização, a serem produzidas dentro de 90 dias, reduzindo o calendário.


A proposta vem sendo debatida nas últimas semanas e foi apresentada pelo próprio setor, por meio do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal). Segundo a instituição, as plantas dos laboratórios usadas na produção de vacinas para a saúde animal podem ser empregadas na produção das vacinas já em desenvolvimento no país, principalmente a Coronavac.

Para isso, Wellington defende a contribuição do governo federal. “Se hoje nós temos uma grande produção agropecuária no Brasil, grande parte das pesquisas foi feita pela iniciativa privada. Num Brasil em desenvolvimento, o papel do governo é, principalmente, não atrapalhar. Se o governo tivesse essa capacidade de simplificar, a vida do brasileiro seria muito melhor. Nós temos condições de produzir a vacina e parece que estamos descobrindo o mundo, pois não enxergamos nosso potencial. O investimento tem que ser público em áreas estratégicas, mas a iniciativa privada está pronta para fazê-lo. A indústria não está pedindo dinheiro do governo, quer fazer, falta só o governo deixar”.

Wellington afirma que a proposta já foi apresentada ao novo ministro da Saúde Marcelo Queiroda, durante reunião em Brasília na sexta-feira (26), com participação do deputado federal José Medeiros (Podemos). Na ocasião, o Queiroga entrou em contato com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que determinou atenção na questão. Por isso, na tarde desta segunda-feira (29), haverá reunião de trabalho entre os ministérios da Saúde, Ciência e Tecnologia e Agropecuária.

De acordo com o senador, as doses poderão ser produzidas em três indústrias da Merck Sharp&Dhome, uma das maiores do mundo de produção farmacêutica humana e animal. Elas estão localizadas em Ribeirão Preto (SP), Montes Claros (MG) e Belo Horizonte (MG).

Ao enaltecer a iniciativa de empresas privadas, Wellington lamentou a falta de investimento do governo federal na produção de vacinas e o corte na área de Ciência e Tecnologia. O orçamento aprovado para 2021 aprovou apenas R$ 8,36 bilhões para o ministério ante R$ 11,72 bilhões do ano passado.

 

 

 

 

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