Paranatinga, 25 de Agosto de 2019

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CONFESSOU TER PÂNICO

Apresentadora da TV Globo relembra bariátrica aos 18 anos

Publicado 04/02/2019 16:28:47


Reprodução/Instagram

 

Luiza Zveiter: antes e depois da cirurgia bariátrica

DA QUEM 

Quem vê Luiza Zveiter à frente do programa Via Brasil, que vai ao ar na TV Globo e na GloboNews, e como colunista do programa Estúdio I, na GloboNews, nem imagina que a apresentadora já pesou 136 quilos. Atualmente com 65 quilos, Luiza – hoje com 36 anos – revela que fez cirurgia bariátrica aos 18.

 

“Fiz a redução em novembro de 2001, ia fazer 19 anos em janeiro do ano seguinte. Fui ao endocrinologista que me acompanhava há muitos anos, doutor Amélio Godoy, e ele indicou a cirurgia”, relembra.

Luiza recorda que acabara de voltar da Austrália, onde passara uma temporada e ficara sabendo sobre o procedimento cirúrgico. “Marquei um horário com ele porque tinha lido sobre a cirurgia bariátrica e ele disse que eu tinha histórico para operar. Eu tinha obesidade desde pequena e já tinha feito todos os tipos de tratamento e de dietas. Mas não sofria de hipertensão, diabetes, nada disso, era só obesidade mesmo”, afirma.

Infância


Luiza conta que nasceu grande. “Nasci obesa e com sete anos minha mãe me levou ao endocrinologista pela primeira vez. Sempre fui gordinha”, diz ela, acrescentando que nunca sofreu bullying por conta disso. “Não sei se é porque eu sempre fui muito extrovertida e sempre fui da turma do fundão da sala. Claro que já passei por algumas situações que me marcaram, mas nunca sofri bullying no colégio”.

Uma das situações marcantes aconteceu em um clube que Luiza frequentava na infância. “Durante um aniversário, cheio de jovens e crianças, uns meninos gritaram: ‘Império da Banha!’ Era zoada, mas não no meu dia a dia, no meu colégio, mais em situações pontuais”, recorda.

Autoestima


Luiza afirma que nunca se entristeceu por estar acima do peso. “Minha autoestima era ok, acho que eu já era conformada que era gorda. Porque sempre fui vaidosa desde nova, mesmo gorda. Claro que vivia de casaco para cobrir meu bumbum, umas coisas assim”, diz ela, contando que não sofria de compulsão alimentar. “Mas o fato de a minha alimentação ser restrita me fazia ter vontade de comer. Eu tinha episódios de compulsão por saber que não podia comer as coisas”.

A cirurgia


Quando decidiu pela cirurgia, Luiza estava pesando 136 quilos. “Depois que operei, cheguei aos 70 quilos. Fui emagrecendo durante uns seis, sete anos. Em seguida fiz a plástica no abdômen e não mudei a cabeça”, lembra. “Hoje, quando me perguntam sobre a cirurgia, falo que a pessoa tem que pensar muito antes de operar”, acrescenta.

Luiza conta que não mudou a cabeça. “Como só emagrecia, meu pensamento foi: ‘caramba, vou viver tudo que nunca pude viver, né? Que é ter uma genética magra na minha cabeça’. Então, na minha cabeça, podia comer tudo que só emagrecia. E aí, depois de uns dez anos de cirurgia, entrei na TV e comecei a me ver no vídeo e a perceber que estava grande de novo. Cheguei a 89 quilos, ou seja, ganhei 19 do peso mínimo que tinha chegado depois da cirurgia”, recorda.

Foi aí que a ficha caiu, segundo Luiza. “Falei: ‘caramba, vou engordar tudo de novo’. E então mudei a minha cabeça. Aí não foi a cirurgia, fui eu, Luiza, que me conscientizei que é a minha genética e que não podia viver como vivia. Comecei a me tratar, a fazer dieta e cheguei aos 65 quilos que peso hoje”, conta.

Compulsão


Se não tinha compulsão por comida antes da cirurgia, Luiza desenvolveu compulsão por compras depois que emagreceu. “Eu nunca tinha comprado roupa em loja, sempre mandei fazer, então comecei a comprar, comprar, comprar”, entrega ela, que também teve um episódio de pânico e resolveu procurar ajuda psicológica.  “Acho que é muito importante as pessoas terem um acompanhamento psicológico, até as que não entendem muito a cirurgia e que têm compulsão por comida. É muito importante a terapia antes da cirurgia também”, recomenda.

Plásticas


Por ter emagrecido 66 quilos, Luiza conta que ficou flácida e precisou fazer algumas cirurgias plásticas para tirar o excesso de pele. “Há 12 anos fiz a mama e o abdômen. E ano passado fiz braço e bumbum. Quero ainda fazer a parte interna da coxa e aí acho que vou ficar feliz, porque fiquei muito flácida. Depois da cirurgia, não mudei muita a minha alimentação, então emagrecia sem qualidade, comendo besteira e sem fazer muita musculação, então fiquei flácida. Poderia não ter ficado porque operei nova. Mas vacilei e tive que realmente fazer plástica”, explica ela, que ficou com várias cicatrizes. "Mas não tenho vergonha nenhuma delas", acrescenta.

Nova vida


Luiza admite que sua vida mudou depois da cirurgia. “Descobri uma Luiza que não conhecia, descobri que achava que era muito feliz e hoje em dia enxergo que não era. Me preocupava muito com o tamanho da cadeira do cinema, do teatro, do restaurante, se ia caber ou não, coisas assim. E me descobri, descobri um sex appeal que não conhecia, que não sabia que tinha, me descobri como mulher, porque foi só depois da cirurgia que fui ter meu primeiro namorado”, conta.

Luiza afirma que também se descobriu mais forte. “Sou muito mais feliz, mas tenho pânico de voltar a engordar. De seis anos para cá, entendo e conheço meu corpo e não preciso nem me pesar, sei exatamente quanto estou pesando me olhando e me vestindo. Tenho até uma certa paranoia nisso. E vivo tentando controlar”, admite ela, que namora o professor de luta e representante comercial Pedro Freire.

 

 

Fonte: midianews

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