Paranatinga, 22 de Julho de 2018

Tecnologia

Amazon gera polêmica ao patentear pulseira para usar em seus funcionários

Amazon | 14/02/2018 11:59:26


Quem assiste a "Black Mirror", série da Netflix, sabe a dualidade que existe em inserir a tecnologia em atividades simples do cotidiano. É isso que torna os episódios tão comentados na internet: eles são polêmicos.

Bom, parece que a Amazon resolveu ser tão polêmica quanto o seriado. A empresa patenteou uma pulseira eletrônica que deverá ser usada por seus funcionários. Assim, será possível monitorar com precisão onde eles colocam as mãos, vibrando para orientá-los na direção certa. Ou seja, controlando seus movimentos.

Como funciona a pulseira?

A pulseira foi projetada com o objetivo principal de diminuir o tempo gasto por cada colaborador no desenvolvimento das tarefas. Além disso, ajudará os responsáveis pelos armazéns a localizar os trabalhadores dessas unidades.

E como isso é possível? Bom, a pulseira envia sensores ultrassônicos para seguir e identificar a localização exata das mãos das pessoas. Esse sistema é integrado a uma funcionalidade que, por meio de uma vibração, será capaz de avisar o trabalhador se ele está na direção certa do produto que procura e o ponto onde ele deve ser entregue.

Além disso, quando alguém fizer um pedido na Amazon, será enviado um conjunto de dados para um dos colaboradores da empresa. Ao receber as informações, o trabalhador deve recolher o produto de um dos inventários do armazém, empacotá-lo e colocá-lo na caixa de entrega antes de iniciar sua próxima tarefa.

E a polêmica?

Embora a tecnologia esteja sendo descrita para otimizar o trabalho dos funcionários e torná-lo mais ágil, o projeto tem sido criticado por extrapolar as relações entre empresa e funcionário.

Não é a primeira vez que a Amazon se envolve em polêmicas do tipo. Em 2016, a companhia já foi acusada de oferecer condições inadequadas para as pessoas exercerem o seu trabalho, como tempo cronometrado para idas ao banheiro, estipular metas de pacotes empacotados por hora e extrapolar as cargas semanais.

Após divulgar a conquista da patente, o governo da Itália já se pronunciou afirmando que a medida é ilegal e que não permitirá o uso no país. A Amazon não deu retorno sobre a declaração.

É importante lembrar que, embora a patente tenha sido aprovada, não quer dizer que ela será implementada imediatamente na empresa. A verdade é que muitas ideias acabam não saindo do papel. Contudo, a iniciativa já aponta os caminhos que a Amazon quer seguir para aumentar a produtividade.

Amazon e o uso da tecnologia

A empresa sempre foi conhecida por investir em tecnologia e inovar no mercado. Algumas ideias deram certo. Por exemplo, a Amazon Go, em Seattle. A loja possui 670 m² e usa inteligência artificial, sensores, machine learning e outras tecnologias avançadas para permitir que tudo seja feito sem a interação humana. Ou seja, a pessoa pode entrar na loja e fazer tudo sozinha, desde o primeiro passo até a efetivação da compra.

A Amazon gosta de investir em ideias que incluem robôs e automações para melhorar os seus processos. Se esse é o melhor caminho, só o tempo dirá.

 

 

 

Fonte: TEC MUNDO

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