Paranatinga, 20 de Novembro de 2017

Ronda Policial

Perícia descobre violação de lacres de provas e concurso para delegado em MT será anulado

FRAUDE VERGONHOSA | 07/11/2017 20:20:36


O concurso de delegado substituto da Polícia Civil de Mato Grosso deverá ser ser anulado. Supostas fraudes na aplicação das provas são alvos de uma investigação da própria Polícia Civil através do GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado). 

De acordo com informações obtidas pelo FOLHAMAX, o laudo da perícia técnica realizada em dois envelopes plásticos constatou que houve violação do lacre. Isso significa que algumas pessoas podem ter tido acesso as provas antes de sua aplicação.

Além disso, fotos de provas foram divulgadas em aplicativos de celulares antes do exame ter sido iniciado. A assessoria da Polícia Judiciária Civil (PJC) não confirmou a informação e disse que a perícia é apenas parte do trabalho da investigação.

Os resultados da perícia serão apresentados no trabalho final, que apontará ainda as medidas a serem adotadas pela instituição.  A prova do concurso foi realizada no dia 8 de outubro sobre responsabilidade do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) e pela PJC-MT, assegurada à participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Cerca de 13 mil candidatos se inscreveram para o concurso, sob a proposta de um salário de R$ 19.316,49 mil para uma jornada de 40 horas semanais. No dia da prova, diversos candidatos denunciaram que fotos circulavam pelas redes sociais da prova e do gabarito.

Foi solicitada, inclusive a anulação do certame, com denúncia ao Ministério Público e a Polícia Civil. O Delegado Geral da Polícia Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, disse ao FOLHAMAX que as investigações correm no GCCO, mas que a responsabilidade do concurso é da empresa contratada para realizar as provas.

Segundo ele, a comissão do concurso acompanha o caso. As informações são de que houve uma reunião, assim que o resultado do laudo foi emitido.

Em seguida, a comissão teria se deslocado ao Ministério Público Estadual.

 

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