Paranatinga, 18 de Outubro de 2019

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Vaqueiro

Vaqueiro vai a júri em MT por assassinato de procuradores do DF e do RJ

Publicado 29/07/2019 10:23:33


O vaqueiro José Bonfim Alves Santana, de 45 anos, acusado do assassinato de dois procuradores estaduais em uma fazenda em Vila Rica, município a 1.276 km de Cuiabá, no dia 9 de setembro de 2016, deve ir a júri nos dias 6, 7 e 8 de agosto.

Saint-Clair Martins Souto, de 78 anos, e Saint-Clair Diniz Martins Souto, pai e filho, respectivamente, desapareceram em Vila Rica no dia 9 de setembro daquele ano. A família registrou queixa do desaparecimento no dia 12 de setembro, após os procuradores não retornarem para Brasília, como esperado.

 

 

José Bonfim Alves Santana, de 45 anos, confessou ter matado procuradores em MT — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um dia depois, Bonfim foi preso em Colinas (TO) e confessou o crime. Desde então o vaqueiro está preso na Penitenciária Major PM Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, a 736 km de Cuiabá.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Bonfim atirou em Saint-Clair quando o idoso estava montado em um cavalo. A vítima foi atingida pelas costas enquanto andava pela propriedade.

O funcionário, então, foi até o curral da fazenda e procurou pelo filho da vítima dizendo que o pai havia caído no pasto. Os dois foram a cavalo até o local indicado por Bonfim.

No momento em que Saint-Clair viu o pai caído, desceu do cavalo e se aproximou. Bonfim, ainda montado no cavalo, atirou e matou a segunda vítima pelas costas. O funcionário ainda escondeu os corpos das vítimas.

 

Para o MPE, Bonfim matou as vítimas porque os procuradores teriam desconfiado que o funcionário estava furtando gado e revendendo os animais deles. O vaqueiro confessou o crime, tanto à polícia quando à Justiça de Mato Grosso

Quando do início das novas investigações sobre o crime de furto de gado, o delegado Gutemberg de Lucena afirmou à época que o funcionário teria causado um prejuízo de, pelo menos, R$ 1 milhão às vítimas.

 

 

Com a quebra do sigilo bancário, a polícia descobriu que a movimentação financeira na conta do funcionário nos últimos meses era bem maior do que salário que ele recebia, de R$ 1,2 mil por mês. Ele foi capturado após fazer um saque em uma agência em Colinas do Tocantins.

Bonfim era funcionário da família há oito anos.

 

Fonte: G1

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