Paranatinga, 25 de Junho de 2018

Regional

Mercados e Feira do Porto sofrem falta de frutas e verduras; quilo do tomate chega a R$ 25,90

PREÇOS | 29/05/2018 16:43:10


Mesmo mediante acordo do Governo Federal com a com a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), a greve já entra no seu nono dia e segue com 30 pontos de bloqueios pelas rodovias federais do Estado. Por conta disso, os mercados, supermercados e a Feira do Porto da Capital têm sofrido com a falta de frutas, verduras e legumes. A reportagem percorreu dois supermercados na Avenida Fernando Corrêa e em um deles foi possível encontrar apenas uma bandeja com tomate caqui, vendido a R$ 25,90 o quilo.

Em ambos os supermercados há cartazes avisando os clientes sobre a possível falta de frutas, verduras e legumes. Nas gôndolas também foi possível observar a falta de tomate, beterraba e repolho. Também estão em falta bananas maçã e nanica.
 
Na Feira do Porto, a realidade não é diferente. Lá também foi possível observar a falta de vários produtos. Como estratégia para não demonstrar a escassez, os feirantes preenchem as bancas com alface, rúcula, couve, cebolinha e sala. “As folhas são da região”, explicou a feirante Maria Solange. "Na minha banca falta cebola, tomate, repolho verde, acelga, milho verde e brócolis japonês”. Apesar da escassez, ele se demonstrou favorável à greve da categoria. 
 
Paulo Ricardo trabalha em uma banca de frutas e já sofre com a falta de melância, mamão e laranja. Desde quea greve teve ínicio no último dia 21, ele não conseguiu mais abastecer e se manteve durante esses nove dias com um pequeno estoque, que deve terminar amanhã. “As frutas vêm de São Paulo, Minas Gerais e Goiás”, contou. 
 
Tendo em vista a situação emergencial, o Procon Estadual, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), realizou operação de fiscalização nos pequenos e grandes mercados em parceria com a Delegacia de Consumidor (Decon).
 
A fiscalização tem caráter repressivo. O objetivo, explica a gerente de Fiscalização, Controle e Monitoramento de Mercado, Elisiane Guibor, é principalmente coibir infrações à legislação consumerista, como a elevação abusiva de preços de produtos e serviços sem justa causa e a recusa de atendimento das demandas dos consumidores, na medida do estoque do fornecedor.

A ação também tem a intenção de constatar se os estabelecimentos estão induzindo o consumidor a erro, informando desabastecimento de um item a fim de obrigar a população a adquirir um produto mais oneroso ou para fins de especulação.
 
O Procon recebeu denúncias de consumidores, relatando que presenciaram esse tipo de situação, especialmente em postos de combustíveis. De acordo com o Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CDC) e a Lei Federal 8.137/1990, isso constitui prática abusiva e crime contra as relações de consumo, salienta o superintendente, André Rondon Badin

Entenda

O governo federal anunciou, na noite da última quinta-feira (24), uma proposta para suspender a greve dos caminhoneiros por 15 dias. Porém, nesta sexta-feira (25) os manifestantes continuam a bloquear pelo menos 26 trechos de rodovias federais que cortam Mato Grosso. Em outros Estados, a situação é a mesma. Vale lembrar que diversos serviços foram suspensos ou reduzidos por conta da falta de combustível. O protesto já dura cinco dias e tem reflexos em diversos setores.
 
Os caminhoneiros estão passando dia e noite nos pontos de bloqueio. A comida e água que recebem, são de doações. Além disto, acrescentaram que só pretendem desmobilizar o movimento quando o problema for resolvido.
 
Na manhã desta quarta-feira, o presidente Michel Temer se reuniu com ministros para discutir a greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o país. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. Com esta decisão, o governo espera conseguir negociar com o movimento dos caminhoneiros, que se queixam do preço final do diesel.
 
Em razão da greve dos caminhoneiros que paralisaram o transporte e o consequente bloqueio nas bases de distribuição, o abastecimento nos postos está comprometido. Com a falta de produto em alguns estabelecimentos, os usuários passam a procurar outros. Além disto, o medo de que acabe o combustível também aumenta a demanda, o que pode esgotar todas as reservas dos postos.
  
A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã desta segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.
 

 

Fonte: Agro Olhar

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