Paranatinga, 19 de Dezembro de 2018

Regional

CRISE NA SAÚDE

Médicos do Hospital Regional de Rondonópolis param de atender

Publicado 13/11/2018 11:40:01


Os médicos que trabalham no Hospital Regional de Rondonópolis decidiram, em reunião realizada nesta segunda-feira (12), pela paralisação dos serviços.

 

A justificativa é de que há precariedade devido à falta de insumos, assim como atrasos de até quatro meses nos pagamentos dos profissionais.

 

A unidade é referência em média e alta complexidade para 19 municípios compreendidos pela região Sul do Estado. A decisão afeta mais de 500 mil pessoas.

 

De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT), Pedro Maggi, a situação se tornou insustentável após sucessivos atrasos nos pagamentos da Instituição Gerir, que administra o Hospital por meio de dispensa de licitação, uma vez que se trata de um contrato emergencial. 

 

“Existe um limite. E esse limite foi ultrapassado. Não há mais condições para se trabalhar sem material, tampouco sem receber”, pontuou.

 

Segundo o médico, o Gerir teria informado aos médicos que não tem conseguido cumprir com a regularidade dos pagamentos devido aos constantes atrasos nos repasses de recursos provenientes da Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

 

“Fato é que a precariedade consta desde o contrato com esta empresa, por meio de dispensa de licitação. E ainda o Governo atrasa os repasses. E quem paga o preço é a população, que não pode contar com um atendimento digno”.

 

Em entrevista à imprensa local nesta segunda, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (SD), afirmou que o Estado passou o dinheiro para o Instituto. Contudo, este estaria se negando a realizar os pagamentos. 

 

“Sendo assim, chamei eles para buscar um entendimento junto com o Ministério Público para poder comprar insumos com dispensa de licitação, em caráter de emergência”.

 

Hospital Regional

 

De acordo com o Instituto Gerir, o Hospital tem capacidade para atender cirurgias nas especialidades de buco-maxilo, infantil, geral, neurologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinologia, plástica, proctologia, torácica, urologia, vascular. 

 

A unidade hospitalar tem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas especialidades de angiologia, endocrinologia, infectologia, nefrologia e neurologia. 

 

São 128 leitos ativos, 545 cirurgias por mês. A média de atendidos mensal é de mil pacientes.   

 

Fonte: Midia News

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