Paranatinga, 19 de Novembro de 2017

Regional

Candidatos denunciam suposta fraude e querem anular concurso

DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL | 09/10/2017 12:05:31


Candidatos que fizeram o concurso para o cargo de delegado substituto da Polícia Civil de Mato Grosso, no domingo (8), denunciaram supostas irregularidades no certame.

 

Eles dizem que houve vazamento de fotos dos gabaritos e violação dos envelopes das provas, que deveriam estar lacrados.

 

Mais de13 mil pessoas realizaram a concurso, que foi feito em duas etapas. A prova escrita objetiva começou às 8h, com duração de 4 horas. Já a dissertativa ocorreu no período da tarde, às 15h, com duração de 3 horas e 30 minutos. A disputa é por um salário inicial de R$ 19 mil.

 

Em nota, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), reponsável pelo exame, disse que os candidatos que usaram celular dentro das salas de provas serão eliminados.

 

Três pessoas já registraram denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) pedindo a anulação do certame. Entre elas, a advogada Fabiana Nascimento de Souza, de Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá).

 

Inclusive nessa foto que vazou dá para ver que uma barra de cereal, o que está proibido pela organização. Qualquer coisa que não fosse transparente não podia entrar, até relógio que é de uso pessoal foi proibido, imagina celular. Como que tiraram foto? Esse fato é muito grave

Ao MidiaNews, ela afirmou que, no período da manhã, antes do início da prova escrita, já circulavam nas redes sociais fotos da folha de resposta, sem preenchimento.

 

“Inclusive nessa foto que vazou dá para ver uma barra de cereal, o que está proibido pela organização. Qualquer coisa que não fosse transparente não podia entrar. Até relógio, que é de uso pessoal, foi proibido. Imagina celular! Como que tiraram foto? Esse fato é muito grave”, disse.

 

A advogada relatou ainda que no período da tarde, antes do início da prova dissertativa, outra foto vazou. Desta vez, do caderno do exame.

 

Fabiana Nascimento contou também que o envelope em que as provas estavam chegou violado às salas.

 

Em um desses locais, um delegado precisou entrar na sala para acalmar os ânimos dos candidatos que causaram tumulto após perceber que os envelopes haviam sido abertos.

 

Conforme a advogada, ele alegou que o erro teria sido ocasionado pela gráfica responsável pela impressão das provas, mas que tal fato não implicaria no andamento do concurso.

 

“É um sonho da gente que está sendo roubado. Eu, por exemplo, gastei cerca de R$ 10 mil em curso extensivo me preparando para esse concurso”, pontuou Fabiana.

 

Mais supostas fraudes 

 

Antes mesmo da realização do concurso, outros candidatos já haviam pedido que a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso intervisse no certame. 

 

No documento, os denunciantes reclamaram que edital do concurso estava cheio de "vícios". 

 

Entre eles, o fato de beneficiar investigadores e escrivões com sete pontos a frente dos demais candidatos.  

 

Leia íntegra da nota do Cebraspe:

 

"O Cebraspe informa que a primeira fase do concurso público para o cargo de Delegado da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso (PJC/MT) – a aplicação das provas escritas objetivas e escrita dissertativa – ocorreu com sucesso em Cuiabá (MT).

 

Este Centro informa que os envelopes de prova são confeccionados de plástico e, no momento que são lacrados, podem acabar com leves rugas devido à cola utilizada. O malote de provas, que carrega os envelopes até as salas, permaneceu com seu lacre de aço intacto até o momento da abertura frente aos candidatos.

 

Quanto às imagens que circulam nas redes sociais, o Cebraspe ressalta que, conforme regras editalícias, os candidatos que usarem celulares ou smartphones dentro das salas de provas, dentre outros aparelhos eletrônicos, serão eliminados do concurso."

 

Fonte: Midia News

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