Paranatinga, 19 de Abril de 2019

Política

SONEGAÇÃO

Wilson afirma que sonegação de impostos em combustível chega a R$ 300 milhões por ano

Publicado 03/04/2019 15:35:42


O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) afirmou durante entrevista no final da tarde de segunda-feira (1º), na rádio Band FM, que a sonegação de impostos no ramo de combustíveis em Mato Grosso totaliza até R$ 300 milhões anuais e precisa ser exemplarmente combatida para assegurar ao Estado potencial de dinheiro em caixa para honrar suas obrigações administrativas e constitucionais.

 
“Há informações de que só o setor de combustível gera prejuízo de R$ 300 milhões por ano em Mato Grosso. É preciso que o Legislativo produza uma ampla e séria investigação na cadeia produtiva de Mato Grosso para identificar essas fraudes e subsidiar os órgãos de controle com o máximo de informações”, disse o deputado.
 
O parlamentar defendeu a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da qual é autor, para investigar indícios de sonegação fiscal nos setores dos combustíveis, frigorífico, mineração e agronegócio. “As últimas investigações da Assembleia Legislativa se limitaram as cooperativas de crédito e ao setor do agronegócio. Vamos apertar o cerco em setores que jamais foram investigados”.
 
A respeito da linha de investigação a ser conduzida pela CPI, o parlamentar destacou que os órgãos de fiscalização deverão esclarecer quais foram as medidas tomadas em relação aos indícios de fraude desvendados nos últimos anos.
 
“Queremos saber quais foram as providências tomadas pela Delegacia Fazendária, Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Contas a respeito das últimas investigações produzidas pela Assembleia Legislativa que concluiu CPIs nos anos de 2014 e 2016 identificando muitas irregularidades”, disse o parlamentar.
 
Questionado a respeito de como pode existir uma sonegação de impostos tão firme em Mato Grosso mesmo com o aparato dos órgãos de fiscalização, o deputado Wilson Santos (PSDB) avalia que tudo indica para a existência de uma organização criminosa que une agentes dos setores público e privado.
 
“Tudo indica a existência de uma organização criminosa que atua em conjunto. Isso envolve políticos, empresários, servidores públicos. Há informações de que o setor que controla exportações não detém rigor nas fiscalizações”, finalizou.

 

Fonte: Olhar Direto

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