Paranatinga, 21 de Agosto de 2019

Política

ÁUDIO DE SERVIDORA

TJMT critica “linguajar grotesco” e pede provas contra denúncia

Publicado 01/08/2019 16:19:35


DOUGLAS TRIELLI 
DA REDAÇÃO

 

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso informou ter lamentado as declarações de uma professora, membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), que chamou o Judiciário de “porco” e disse que o Governo do Estado “demorou a comprar uma liminar” contra a greve.

 

Aa falas foram feitas por meio de um áudio enviado a um grupo de WhatsApp dos grevistas e foi uma reação à decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip, que declarou a ilegalidade da paralisação da Educação e determinou que os servidores voltem ao trabalho no prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 150 mil por dia.

 

Para o Poder Judiciário, a servidora usou um “linguajar grotesco”.

 

 

 

“Lamentamos profundamente que a representante de uma categoria responsável pela Educação use um linguajar tão grotesco para se manifestar sobre o Poder Judiciário. O respeito às instituições é da essência da democracia e é tão importante quanto a liberdade de expressão”, afirmou.

 

 

Se há algum crime ou desvio de função, que se denuncie e se comprove o fato contra aquele que o praticou

Sobre a venda de sentença, citada no áudio, o Poder Judiciário citou a necessidade de se denunciar, e apresentar provas, caso a professora saiba de algo.

 

“Se há algum crime ou desvio de função, que se denuncie e se comprove o fato contra aquele que o praticou. Até mesmo para apontar contra a honra das pessoas é necessário ter provas. Isso também é da essência da democracia”, completou.

 

Ainda nesta quinta, o presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), juiz Tiago Abreu, afirmou que irá ingressar com medidas nas esferas cível e criminal contra a autora do áudio.

 

O áudio

 

No áudio, a professora ligada à diretoria do Sintep-MT tenta “acalmar” os professores que questionavam se a paralisação iria se encerrar após a decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip. 

 

Uma professora, também membro do sindicato, confirmou à reportagem a suposta identidade da autora do áudio. A suspeita, no entanto, não atendeu as chamadas em seu celular e a reportagem optou por não citar o nome da autora do áudio.

 

“Na verdade era esperado. A gente até achou que demorou muito para recorrer ao Judiciário porco, né, para comprar uma liminar contra nossa greve", disse ela no áudio.

 

"Ele (Governo) esperou muito. Foram 60 e poucos dias. Na verdade, nunca, nunca na vida este sindicato promove uma greve e quando parte para um juiz, para a Justiça, sai uma ação dizendo que estamos com a razão. Nunca saiu e nunca vai sair”, disse a professora no áudio.

 

Nesta quinta-feira (1º), o secretário de redes municipais do Sintep-MT, Henrique Lopes, afirmou que a professora pode ter cometido um excesso por conta do histórico do Tribunal de Justiça.

 

Lopes disse não ter ouvido o áudio da companheira de sindicato. Disse que não irá levantar suspeita quanto à atuação da desembargadora, mas que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso já foi um dos mais corruptos do País.

 

 

Fonte: Midia News

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