Paranatinga, 21 de Agosto de 2019

Política

GRAMPOLÂNDIA; VEJA

Selma defende Gaeco e critica a OAB por "inversão de valores"

Publicado 06/08/2019 12:31:05


THAIZA ASSUNÇÃO 
DA REDAÇÃO

A senadora Selma Arruda (PSL) usou a tribuna na noite de segunda-feira (5) para defender os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que foram acusados de praticar interceptações telefônicas ilegais. 

 

No discurso, Selma repudiou a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, que, segundo ela, tem fomentando a "inversão de valores" na investigação do esquema conhecido como "grampolândia pantaneira". 

 

Em depoimento, três réus do esquema - os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e o cabo Gerson Correa - citaram supostas irregularidades cometidas por seis promotores que atuaram no grupo. Entre elas a barriga de aluguel, que é quando números de telefones de pessoas não investigadas em um inquérito são incluídos em uma lista de pedidos de quebra de sigilo.

 

A OAB foi o primeiro a fazer as acusações de barriga de aluguel contra promotores de Justiça em uma notícia-crime encaminhada para o Tribunal de Justiça. O caso tem como relator, o desembargador Orlando Perri. 

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Selma comparou o fato com o do ministro da Justiça e Segurança Púbica, Sergio Moro, que teve seu celular invadido por hackers e suas mensagens pessoais publicadas em veículos de comunicação. 

 

 

Venho dizer aqui que não admito e não vou admitir que o nome do Gaeco seja aviltado, seja colocado a prova, por quem que seja

“Estamos num novo ciclo, onde os bandidos viraram mocinhos e os mocinhos viraram bandidos. Nós temos, no cenário nacional, o juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça sendo colocado como um bandido pela distorção maliciosa que é feita pela política de esquerda”, afirmou. 

 

“Isso aconteceu recentemente graças à atuação de uma quadrilha de hackers que, provavelmente, cooptada pela organização criminosa que estava desmantelando o nosso País, invadiu celulares de autoridades e tratou de repassar com intermediação de uns e outros que todos sabemos quem são, pessoas interessadas diretamente na disconfiguração da Lava Jato, informações que não se sabem se verídicas ou não” disse.

 

Conforme Selma, assim como Moro, o Ministério Público de Mato Grosso teve um papel protagonista no que diz respeito ao combate à corrupção no Estado.

 

Afirmou que, enquanto era juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou inúmeras operações que conseguiram colocar na cadeia muitas das pessoas que, segundo ela, fizeram a mesma coisa que os bandidos presos pela Lava Jato: "destroçaram o Estado".

 

“Mato Grosso é um estados mais ricos do Brasil, um dos estados que leva esse País nas costas com sua produção agropecuária. Foi aviltado pelas mãos de um governador corrupto e sua trupe e também pelas mãos de um presidente da Assembleia Legislativa corrupto e sua quadrilha”, afirmou, referindo-se a Silval Barbosa e José Riva, respectivamente.

 

“Essas pessoas foram postas na cadeia, foram condenadas e agora, numa reviravolta estranha e inexplicável, essas pessoas estão conseguindo fazer com que o MPE e Gaeco virem alvos de acusações infundadas e virem, assim como o ministro Sergio Moro, os vilões dessa história. Venho dizer aqui que não admito e não vou admitir que o nome do Gaeco seja aviltado, seja colocado à prova, por quem quer que seja”, completou.

 

 

Essas pessoas foram postas na cadeia, foram condenadas e agora, numa reviravolta estranha e inexplicável, essas pessoas estão conseguindo fazer com que o MPE e Gaeco virem alvos de acusações infundadas e virem, assim como o ministro Sergio Moro, os vilões dessa história

Segundo ela, as acusações dos militares, especialmente o cabo Gerson, acabou fazendo com que essas organizações criminosas que foram condenadas por ação do Gaeco se fortalecessem contra a instituição. 

 

Para Selma, isso deve servir como um alerta de como as organizações criminosas costumam agir.

 

“É por isso que elas são tão fortes. É por isso que é tão difícil derrubá-las. Elas sempre vão conseguir, mediante influência política ou mediante a força do dinheiro, a força da corrupção e do suborno, reverter as suas perdas. Isso é de extrema gravidade. Portanto nós precisamos de uma legislação com urgência que traga segurança jurídica para que possamos atacar essas organizações independente de fronteira”.

 

Repúdio a OAB

 

Já no final de seu pronunciamento, Selma demonstrou sua indignação em relação aos posicionamentos adotados pela OAB Mato Grosso e a nacional nos casos de corrupção.

 

“Manifesto aqui meu repúdio à atitude da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado de Mato Grosso, que tem acompanhado e fomentado essa inversão de valores. E também o meu repúdio à Ordem dos Advogados Nacional, que, da mesma forma, agindo, porque alguns de seus membros têm interesse próprio, em favor dessas organizações criminosas e, com isso, manchando o nome de tantos advogados honestos que trabalham honestamente". 

 

“Tomara que essa inversão de valores não resulte no pior. Tomara que nós consigamos refletir, que enquanto a briga pelo poder faz com que o Judiciário se omita, e faz com que as autoridades investigativas ficam acuadas, quem ganha é a defesa dos malfeitores e quem perde com isso tudo são os brasileiros”, pontuou. 

 

 

 

Fonte: Midia News

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