Paranatinga, 21 de Janeiro de 2018

Política

Secretário diz que não paga "dízimo" e que medida é “sacanagem”

POLÊMICA NO PSB | 07/01/2018 16:03:45


O secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB), voltou a criticar o “dízimo partidário” cobrado pelo presidente regional do PSB, deputado federal Valtenir Pereira, para que ele e outros dissidentes possam se desfiliar do partido antes da janela da infidelidade partidária, em março de 2018.

 

Em entrevista, à Rádio Capital FM, na sexta-feira (5), Max disse não concordar com a troca de dirigentes da sigla, na metade de 2017. Ele classificou o episódio como “sacanagem”.

 

“Esquece isso. Da minha parte, pode esquecer. Vai para Justiça ou onde for. Claro que, se a Justiça mandar, você faz. Eu cumpro. Mas, agora, não vou pagar. Não concordo com o que fizeram. Não concordo com sacanagem que fizeram e vou sair do PSB”, disse.

 

Valtenir condicionou a liberação do grupo do ex-prefeito Mauro Mendes para se filiar a outra sigla ao pagamento de uma dívida.

 

 

Agora, não vou pagar. Não concordo com o que fizeram. Não concordo com sacanagem que fizeram

Segundo ele, o valor chega a R$ 230 mil e corresponde a 10% do salário bruto dos deputados estaduais Eduardo Botelho, Adriano Silva, Mauro Savi, Oscar Bezerra e do próprio Max.

 

O secretário disse não concordar com os valores e que, por ora, a única certeza é que não irá pagar os valores e irá deixar o partido assim que abrir a janela da infidelidade partidária, em que mandatários podem trocar de partido sem correr o risco de perderem seus cargos. Isso deve ocorrer em março deste ano.

 

“A única certeza que eu tenho é que saio do PSB, não fico lá. Não tenho condição de fazer política daquela forma. O partido ainda não está definido. Vou sair em março e vou definir em março”, afirmou Russi.

 

Casa Civil

 

O secretário voltou negar de que deve deixar a Casa Civil ainda em janeiro.

 

Segundo ele, a previsão é deixar o cargo no início de abril, prazo máximo para se desincompatibilizar do cargo e concorrer à reeleição, na Assembleia Legislativa, conforme normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

“O governador Pedro Taques, quando quiser, a qualquer momento, pode me exonerar. Mas a minha vontade, e pelo compromisso que tenho com ele, é sair no final de março. Devo sair na data-limite, porque pretendo ser novamente candidato a deputado estadual”, completou.

 

 

 

Fonte: Midia News

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