Paranatinga, 21 de Fevereiro de 2020

Política

BATE-REBATE

Secretária diz que chefe do Procon usa cargo para ganhar votos

Publicado 10/02/2020 15:31:32


CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

A secretária Municipal de Gestão, Ozenira Felix, rebateu as críticas da superintendente do Procon, Gisela Simona (Pros), que afirmou que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), faz "política pão e circo”.

 

Ao MidiaNews, Simona – que é pré-candidata ao Senado - disse que Pinheiro foca em inauguração de praças e esquece o “básico”. “A gente vê uma política de quase 'pão e circo': é inaugurada uma praça por semana, mas na UPA continua faltando seringas. Ou seja, o básico não está sendo feito”.

 

Por meio de um artigo encaminhado à imprensa nesta segunda-feira (10), Ozenira afirmou que a chefe do Procon critica a gestão do prefeito para atender interesses pessoais. Para a secretária, Gisela se esquece de cuidar das atribuição que possuiu no órgão.  

 

“Dublê de candidata, Gisela esqueceu de quem deveria ser seus verdadeiros patrões: os consumidores. Movida por interesses pessoais, dá conta de atacar a gestão Emanuel Pinheiro, que apresenta resultados muito mais amplos e melhores do que os dela frente ao órgão que comanda”, disse.

 

 

Há situações em que buscar o poder não é legítimo. Essa é uma delas. Pois Gisela se vale de um cargo público como palco para ganhar votos lá na frente

“Parece até que está faltando o que fazer no Procon, mas o que a gente vê – e o povo sente – é o Mato Grosso protagonizando abusos recordes em várias áreas. Da conta de energia mais cara do País à elevação do preço do material de construção”, acrescentou.

 

Além do Senado, Gisela que já manifestou interesse em disputar uma vaga ao Palácio Alencastro nas eleições municipais, que devem ocorrer em outubro.

 

Para Ozenira, a chefe do Procon usa o cargo para conquistar um cargo eletivo. A secretária, inclusive, pediu atenção da Justiça Eleitoral sobre Gisela.

 

“Mas Gisela quer chegar lá. Tanto faz se é para o Senado ou Prefeitura, como se as duas opções não exigissem uma preparação própria. Para ela, o que importa é a escalada do poder. Só que para isso ela tem que antes desenvolver o atributo da sensibilidade social”, disse.

 

“Há situações em que buscar o poder não é legítimo. Essa é uma delas. Pois Gisela se vale de um cargo público como palco para ganhar votos lá na frente. É assunto que merece atenção inclusive por parte da Justiça Eleitoral. Se, como está claro, Gisela só está pensando em se eleger, deveria entregar o cargo que ocupa. Seria mais honesto”, afirmou. 

 

“Política de vista grossa”

Victor Ostetti/MidiaNews

 

Gisela: "A gente vê uma política de quase 'pão e circo': é inaugurada uma praça por semana, mas na UPA continua faltando seringas"

No artigo, Ozenira, ainda, afirmou que Gisela é “complacente” e se “omite” às políticas do governador Mauro Mendes (DEM).

 

“Para agradar ao chefe, o governador Mauro Mendes, Gisela inventou um novo tipo de política no Procon: a da vista grossa. Age com complacência diante do festival de violências que o governo vem sistematicamente submetendo os servidores. Com salários atrasados e sem Revisão Geral Anual (RGA) ano passado, e possivelmente esse ano. Os servidores não contam com a proteção dela nem em assuntos que agridem preceitos constitucionais, como se constatou na última greve da Educação”.

 

“Gisela também se omite quanto à política tributária desastrosa do Governo do Estado, que resultou no aumento recorde dos combustíveis: o litro de gasolina em Cuiabá já é vendido a mais de cinco reais! E o preço do etanol continua subindo...”, afirmou. 

 

Entenda

 

Em entrevista recente, Gisela Simona afirmou que o prefeito deve enfrentar grande desgaste político nas eleições municipais de outubro.

 

“Vemos obras já levantadas sem conclusão pelo atual gestão, e isso é muito grave. E o que estamos vendo é que há fornecedores do Município que começam a gritar que já estão sem receber. São situações que o 'vermelho' está chegando”, completou.   

 

O prefeito ainda não se posicionou a respeito da reeleição. Sempre que questionado por jornalistas, alega que há descontentamento da candidatura pela primeira-dama Marcia Pinheiro e que deve decidir sobre a postulação até junho.

 

Para Gisela a reeleição de Emanuel pode incorrer em risco para a população cuiabana. Os empréstimos que fez durante sua gestão, segundo ela, podem comprometer as finanças municipais.

 

“É uma gestão de risco para a população e Município, principalmente pela questão dos gastos que estão comprometendo a receita. Todos esses empréstimos que foram feitos na gestão Emanuel são uma ameaça para o futuro da administração municipal, afirmou.

 

Leia artigo na íntegra:

 

Gisela esqueceu suas obrigações e faz campanha política antecipada

 

Quando alguém tem na essência do seu trabalho a defesa dos direitos da população e negligencia sua função para fazer campanha política antecipada as consequências são nefastas. Principalmente para os menos favorecidos. É isso que acontece agora com a superintendente do Procon do Mato Grosso, Gisela Simona. Enquanto nosso estado vive um tempo de aumento recorde de preços, acima da média nacional, ela usa seu cargo para se autopromover, de olho no Senado ou na Prefeitura de Cuiabá. Vai à mídia para falar de denúncias vazias e informações sem números ou provas.

 

Dublê de candidata, Gisela esqueceu de quem deveriam ser seus verdadeiros patrões: os consumidores. Movida por interesses pessoais, dá conta de atacar a gestão Emanuel Pinheiro, que apresenta resultados muito mais amplos e melhores do o que os dela frente ao órgão que comanda. Parece até que está faltando o que fazer no Procon, mas o que a gente vê – e o povo sente – é o Mato Grosso protagonizando abusos recordes em várias áreas. Da conta de energia mais cara do país à elevação do preço do material de construção.

 

Para agradar ao chefe, o governador Mauro Mendes, Gisela inventou um novo tipo de política no Procon: a da Vista Grossa. Age com complacência diante do festival de violências que o governo vem sistematicamente submetendo os servidores. Com salários atrasados e sem Revisão Geral Anual (RGA) ano passado, e possivelmente esse ano, os servidores não contam com a proteção dela nem em assuntos que agridem preceitos constitucionais, como se constatou na última greve da Educação.

 

Gisela também se omite quanto à política tributária desastrosa do governo do estado, que resultou no aumento recorde dos combustíveis: o litro de gasolina em Cuiabá já é vendido a mais de cinco reais! E o preço do etanol continua subindo... E como compactuar com a crueldade de tornar a reforma da previdência no Mato Grosso a mais draconiana do país, tributando em 14% os idosos aposentados? Para todos esses assuntos, Gisela exerce com obediência a referida Política da Vista Grossa.

 

Mas Gisela quer chegar lá. Tanto faz se é para o Senado ou Prefeitura, como se as duas opções não exigissem uma preparação própria. Para ela, o que importa é a escalada do poder. Só que para isso ela tem que antes desenvolver o atributo da sensibilidade social. Se ela tivesse essa qualidade não estaria fechando os olhos para essas graves questões que atingem a todos, mas principalmente os menos favorecidos. E se informaria melhor antes de criticar uma gestão, a qual tenho a honra de integrar, que entre muitos outros méritos tem feito um esforço enorme para enfrentar o desafio de melhorar a saúde na capital. 

 

Aliás, Gisela deveria conversar com os idosos e moradores dos bairros beneficiados com novos espaços de esporte e lazer. Já teria descoberto que fazem grande diferença para quem antes não tinham acesso a locais de contemplação e práticas de uma vida saudável. Mas talvez ela não tenha tido tempo de estudar melhor esses temas. Afinal, tocar a Política da Vista Grossa no Procon e pensar em se eleger em dois cargos de grande dimensão ao mesmo tempo deve deixá-la muito ocupada. É mais fácil reproduzir a previsível cartilha de críticas que o chefe dela mandou. 

 

Há situações em que buscar o poder não é legítimo. Essa é uma delas. Pois Gisela se vale de um cargo público como palco para ganhar votos lá na frente. É assunto que merece atenção inclusive por parte da Justiça Eleitoral. Se, como está claro, Gisela só está pensando em se eleger, deveria entregar o cargo que ocupa. Seria mais honesto. E ficaria mais fácil para ela fazer a defesa deliberada da política da taxação e do desrespeito aos direitos e conquistas dos servidores, grandes bandeiras de Mauro Mendes.

Ozenira Felix - Secretária Municipal de Gestão 

 

 

Fonte: midianews

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