Paranatinga, 19 de Janeiro de 2019

Política

DISCURSOS DE POSSE

Ruralista: "Mais tributos não vão resolver sem uma gestão eficaz"

Publicado 03/01/2019 13:09:17


O presidente da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Soja (Aprosoja), Antônio Galvan, criticou o tom do discurso do governador Mauro Mendes (DEM) e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), sobre o agronegócio, durante a posse na terça-feira (1º). 

 

Galvan afirmou que Mendes e Botelho acusaram o setor de ser o responsável pela desigualdade social do Estado com o objetivo de jogá-lo contra a sociedade e, dessa maneira, promover a taxação do agro.

 

Para o presidente, que é um dos principais opositores da taxação, o culpado pela desigualdade social é próprio Governo, que não administra corretamente o dinheiro público.

 

 

Culpar um setor por injustiças sociais é jogar contra a sociedade que se beneficia - seja por meio de emprego e renda, seja por meio dos produtos gerados -, de determinada cadeia produtiva”

“Quero registrar que jamais o trabalho duro de um setor, seja qual for, será responsável pela desigualdade social, como foi citado nos discursos do governador, Mauro Mendes, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, durante a solenidade de posse do governador, nesta terça-feira”, disse Galvan em postagem no Facebook.

 

“O que causa desigualdade é o resultado de anos de má gestão, má aplicação do dinheiro público, inchaço da máquina pública e a corrupção. Contra essas práticas não vemos políticos levantarem bandeira. Culpar um setor por injustiças sociais é jogar contra a sociedade que se beneficia - seja por meio de emprego e renda, seja por meio dos produtos gerados -, de determinada cadeia produtiva”, completou.

 

Ainda na postagem, Galvan frisou que "mais tributos, mais cobranças, não vão resolver senão houver gestão eficaz".

 

“Ou seja, antes de apontar o dedo para quem planta, produz, gera emprego, renda, leva alimento à mesa, e convive diariamente com as incertezas climáticas, econômicas, jurídicas, devia-se olhar para dentro da “própria casa” e fazer as mudanças que a sociedade tanto anseia, como o corte no excesso de gastos públicos”, afirmou.

 

O presidente da Aprosoja ainda criticou o valor do duodécimo dos poderes, numa clara demostração de que são eles quem devem contribuir com o Estado nesse momento de crise financeira diminuindo repasse do montante. 

 

“Vocês sabiam que, para 2019, o Governo do Estado prevê o repasse no valor de R$ 896 milhões somente para manutenção da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado?”, disse. 

 

“Valor muito superior ao orçamento do Município de Várzea Grande, por exemplo, que está estimado em R$ 799 milhões e tem a segunda maior população de Mato Grosso: mais de 280 mil habitantes. Ou seja, 24 deputados estaduais e os 11 conselheiros custam aproximadamente R$ 2,5 milhões, por mês, cada um, aos cofres públicos”, afirmou.

 

Leia a postagem na íntegra: 

 

ESCLARECIMENTO

 

Quero registrar que jamais o trabalho duro de um setor, seja qual for, será responsável pela desigualdade social, como foi citado nos discursos do governador, Mauro Mendes, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, durante a solenidade de posse do governador, nesta terça-feira.

 

O que causa desigualdade é o resultado de anos de má gestão, má aplicação do dinheiro público, inchaço da máquina pública e a corrupção. Contra essas práticas não vemos políticos levantarem bandeira. Culpar um setor por injustiças sociais é jogar contra a sociedade que se beneficia - seja por meio de emprego e renda, seja por meio dos produtos gerados -, de determinada cadeia produtiva.

 

Vocês sabiam que, para 2019, o Governo do Estado prevê o repasse no valor de R$ 896 milhões somente para manutenção da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado?

 

Valor muito superior ao orçamento do município de Várzea Grande, por exemplo, que está estimado em R$ 799 milhões e tem a segunda maior população de Mato Grosso: mais de 280 mil habitantes. Ou seja, 24 deputados estaduais e os 11 conselheiros custam aproximadamente R$ 2,5 milhões, por mês, cada um, aos cofres públicos.

 

Enquanto para a infraestrutura – essencial para o desenvolvimento -, o valor mal chega a R$ 170 milhões, e a iniciativa privada segue contribuindo, pagando impostos e, muitas vezes, investindo recursos onde o Estado que deveria aplicar.

 

Ou seja, antes de apontar o dedo para quem planta, produz, gera emprego, renda, leva alimento à mesa, e convive diariamente com as incertezas climáticas, econômicas, jurídicas, devia-se olhar para dentro da “própria casa” e fazer as mudanças que a sociedade tanto anseia, como o corte no excesso de gastos públicos.

 

Mais tributos, mais cobranças, não vão resolver senão houver gestão eficaz.

 

E é isso que devemos e vamos cobrar: Gestão eficaz, já!

 

 

 

Fonte: Mídia News

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