Paranatinga, 22 de Outubro de 2018

Política

Pré-candidato defende legalização de jogos e cassino em Chapada

A FAVOR | 01/04/2018 17:12:23


Prefeito de Sorriso por dois mandatos e considerado um dos políticos mais ricos de Mato Grosso – tendo declarado um patrimônio de mais de R$ 91,2 milhões no último pleito eleitoral –, o agricultor Dilceu Rossato (PSL) trabalha uma candidatura ao Governo do Estado nas eleições deste ano.

 

Rossato, que é do mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro, também faz a defesa de temas considerados polêmico,s como tornar menos rígida a legislação relativa ao porte de armas e a legalização dos jogos de azar.

 

“No País você pode jogar tudo que é tipo de jogo de azar, corrida de cavalo, loteria esportiva... Mas não pode jogo do bicho e cassino. Por que não? Se pode um por que não pode o outro?”, questiona o pré-candidato.

 

 

Deveríamos construir, por exemplo, em Chapada dos Guimarães, um grande cassino. Olha a característica de Chapada dos Guimarães. Vamos legalizar o jogo do bicho. Quantos empregos vamos gerar, trazer gente pra consumir, para gastar aqui na região

Embora não tenha competência para tratar destes assuntos caso eleito, Rossato diz que deverá levar tais bandeiras a Bolsonaro, que em sua avaliação será o futuro presidente do Brasil.

 

 

“Imagine: na fronteira do Brasil temos Argentina e Uruguai, para onde todos os dias os brasileiros estão voando para jogar. Quer dizer: estamos desperdiçando recursos que deveriam ficar no País. Deveríamos construir, por exemplo, em Chapada dos Guimarães, um grande cassino. Olha a característica de Chapada dos Guimarães. Vamos legalizar o jogo do bicho. Quantos empregos vamos gerar, trazer gente pra consumir, para gastar aqui na região. São indicações como essa que vou fazer ao nosso presidente Bolsonaro”, disse Rossato.

 

Questionado sobre o perigo de armar o cidadão brasileiro, Rossato é taxativo: “Perigo é deixar do jeito que está. As pessoas que não são de bem andam armadas e as de bem desarmadas. Não é que todo mundo vai andar armado. Mas você tem que ter a opção de comprar uma arma, usá-la em sua defesa e poder atirar no bandido que entra em sua casa e que venha, por ventura, agredir sua família”, afirmou.

 

“No Brasil, criaram os direitos humanos, mas não criaram direitos humanos para quem trabalha e produz, para quem é trabalhador. Hoje, os direitos humanos são para proteger os bandidos. São para aqueles que vêm deteriorando o direito do cidadão”.

 

Ainda durante a entrevista, ele faz críticas à gestão Pedro Taques (PSDB) que, em sua avaliação, “esqueceu de ser governador”. Também "alfineta" o vice-governador Carlos Fávaro, a quem ele classificou como "aproveitador" e fala das reformas que pretende implementar no Estado, prometendo manter uma “linha dura” com os servidores públicos.

 

Veja os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – Por que o senhor decidiu se lançar candidato a governador, mesmo tendo perdido a reeleição em Sorriso? E por que o senhor acha que pode ser governador?

 

 

Dilceu Rossato – Sempre trabalhei gestão e deixei de fazer política. Assim, cometi alguns erros políticos, que para meus eleitores foram fundamentais. Na eleição passada, tínhamos Aécio Neves e Dilma Rousseff disputando a Presidência. O setor do agronegócio apoiava o Aécio e eu acabei votando na Dilma. Meu eleitorado não entendeu isso. Nosso vice-prefeito, também em função de outras questões, acabou não nos apoiando e perdemos o apoio que sempre tivemos. Um erro político. Mesmo assim, chegamos a fazer próximo de 50% dos votos.

 

Não perdemos a eleição em razão de um mau mandato. Nossa aprovação era de 82%. O eleitor acreditava no nosso trabalho, porém não estava satisfeito com nossa performance política. Mas a derrota nos ensina bastante.

 

Entendo que meu Município, no nosso Governo, teve um avanço tremendo. Sorriso está praticamente toda estruturada, bairros pavimentados, rede de ensino com método apostilado, qualidade para crianças, escolas 100% com ar-condicionado... Criamos estrutura de PSF [Posto de Saúde de Família] com praticamente 100% de cobertura, fizemos aeroporto que tem voo diário de Sorriso a Cuiabá. Quer dizer, estruturamos o Município. Fizemos uma gestão empresarial.

 

Além disso, tivemos a coragem de fazer as reformas que precisavam ser feitas para o Município andar. Da mesma forma pleiteamos o cargo de governador do Estado, pois entendemos que conseguiremos fazer o modelo que fizemos no Município também no Estado de Mato Grosso. Mato Grosso está precisando disso. Temos um governador que elegemos. Em Sorriso ele teve 75% dos votos. Fui o primeiro prefeito de Mato Grosso a pedir voto para Pedro Taques. Acreditamos que ele poderia fazer um grande Governo em Mato Grosso. Mas a vocação dele talvez não seja de gestor, mas sim de legislador.

 

 

Fui o primeiro prefeito de Mato Grosso a pedir voto para Pedro Taques. Acreditamos que ele poderia fazer um grande Governo em Mato Grosso. Mas a vocação dele talvez não seja de gestor, mas sim de legislador

O Governo do Pedro não andou da forma como deveria e aí nós começamos a notar que não tinha nenhuma oposição de fato ao Governo Taques. A grande maioria das pessoas que está colocando nome à disposição está bastante ligada ao Taques. Quando houve o convite do PSL para que nós viéssemos para o partido, aceitei e a sigla, no mesmo momento, já me anunciou como candidato ao Governo. E a coisa começou a andar, tomou corpo.

 

MidiaNews – O PSL é um partido liberal. Uma das críticas que fazem ao Governo Taques é que ele não realizou as reformas necessárias. Do ponto de vista liberal, que reformas Mato Grosso precisa fazer?

 

Dilceu Rossato – Mato Grosso precisa fazer uma reforma ampla e geral, em todos os sentidos. Foi apresentada na transição, através do ex-prefeito Otaviano Pivetta, as reformas que o Estado precisaria que fizesse. O Taques não teve coragem de fazê-las. Precisamos diminuir a máquina. A máquina é muito pesada. É preciso uma reforma, mas uma que não contemple aumento de impostos. O Governo precisa aprender a fazer a lição de casa.

 

Começa que você tem que gastar menos do que arrecada e tem que sobrar boa parte para investimentos. E não é o que vem acontecendo com o Governo. Como o Governo não fez as reformas, hoje está arrecadando uma imensidão – arrecadava R$ 16 bilhões e hoje são R$ 25 bilhões – e está faltando dinheiro. Quer aumentar impostos novamente e não é isso que desejamos. Isso fez com que nós viéssemos a ser candidato com esse programa de reformas.

 

MidiaNews – Em uma entrevista recente, o senhor disse vai adotar uma postura “linha dura” com o funcionalismo público. Na prática, isso significa o quê?

 

Dilceu Rossato – Eu sempre tive bom relacionamento no meu Município com o funcionário público. O servidor é o principal patrimônio de uma gestão. Agora, a gestão dura que eu falo é as pessoas chegarem ao trabalho no horário certo, cumprir seu horário, que já é o que a grande maioria faz. Outra coisa que precisa ser feita é acabar com os cargos comissionados. Existem muitos apadrinhados políticos e muitos que não trabalham, nem aparecem no emprego. Isso não é o que queremos. Se não, aquele que trabalha decentemente não vai se sentir mais na obrigação de trabalhar.

 

Essa é linha que adotamos em Sorriso. Nunca tive problema com sindicato do funcionalismo público, sempre tivemos relação boa. Demos aumento no salário dos servidores acima da inflação e mesmo assim reduzimos o custo da máquina. Fizemos o dever de casa. Não podemos ter funcionários que não cumprem suas funções. Temos que seguir uma linha dura, mas uma linha da democracia. Linha da liberdade de expressão, liberdade do debate, poder discutir aquilo que precisa ser feito.

 

MidiaNews – No ano passado, por exemplo, o Governo estava estourando o limite de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal com folha de pagamento e, mesmo assim, concedeu a RGA [Revisão Geral Anual]. O senhor faria o mesmo?

 

Dilceu Rossato – Não podemos deixar de cumprir com a LRF, sob pena de perda de mandato, cassação do mandato, dos direitos políticos. Se você não conseguir fazer, tem que dar um jeito. Por exemplo, demita-se os cargos de confiança, que você consegue repor os salários para os demais. Não fique com uma prateleira de empregos e deixando de atender os direitos dos efetivos.

 

MidiaNews – O senhor acredita que existe muita mordomia no serviço público em geral, em termos de diárias, por exemplo?

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

 

"No início, quando chegarmos ao Governo, vamos cortar absolutamente tudo"

Dilceu Rossato – Isso fará parte da nossa reforma. O que queremos cortar, por exemplo? As diárias. Para conceder, vai ter que passar por um crivo. Eu fazia isso no Município: vai se deslocar de Sorriso para Cuiabá pra quê? Qual a finalidade? O que o Município ganha com isso? Da mesma forma vamos fazer com o Estado. O que o Estado vai ganhar se determinado servidor for a Brasília?

 

Por exemplo: o que acontece com as diárias hoje? O Governo faz as obras, mas não faz parceria com os Municípios, igual nós vamos fazer. Isso quer dizer que você faz uma obra lá em Querência, aí você manda uma caminhonete daqui até lá para fazer medição. Quanto custa isso ao Estado? Quantas diárias? Isso não será preciso. O Município é que vai fazer essa medição, Município vai fazer a obra e vai prestar contas ao Estado. Isso faz parte da reforma que planejamos e isso reduz significativamente as despesas. Através dos vãos dos dedos é que a água escapa.

 

No início, quando chegarmos ao Governo, vamos cortar absolutamente tudo. Não vai ter nada. A partir do momento em que as coisas forem andando, aí você vai liberando. E de acordo com o convencimento que vão nos fazendo da necessidade de manter aquele serviço. Não vamos dar uma diária pra pessoa ir “passear” em Chapada dos Guimarães.

 

MidiaNews – Outra declaração do senhor que chamou atenção foi a de que “todo cidadão de bem tem o direito de andar armado”. O senhor não acha que isso pode ser um perigo, especialmente no Brasil, um País já tão violento?

 

Dilceu Rossato – Perigo é deixar do jeito que está. As pessoas que não são de bem andam armadas e as de bem desarmadas. Qual a proteção que você tem para sua família? Não é que todo mundo vai andar armado. Você tem a opção de andar ou não. Você tem que ter a opção de comprar uma arma, usá-la em sua defesa e poder atirar no bandido que entra em sua casa e que venha, porventura, a agredir sua família.

 

No Brasil, criaram os direitos humanos, mas não criaram direitos humanos para quem trabalha e produz, para quem é trabalhador. Hoje, os direitos humanos são para proteger os bandidos. São para aqueles que vêm deteriorando o direito do cidadão.

 

Vejo essa vereadora do Rio de Janeiro [Marielle Franco] que morreu e ficou como mártir. Foi morta, mas sempre defendeu os direitos humanos. Por que vamos glorificá-la se ela sempre defendeu os bandidos que a mataram? É uma inversão. O Brasil não pode viver nessa situação, se não vamos perder essa guerra contra o crime. Os criminosos, de dentro da cadeia, estão dando declarações de que o Brasil já perdeu a guerra pra eles. Eles estão comandando. É isso que queremos para o nosso País?

 

 

Hoje, os direitos humanos são para proteger os bandidos

O senador [por Mato Grosso] José Medeiros fez uma lei, que deve ser aprovada, que presume a inocência do policial que mata bandidos com armamento pesado. Aí muitas pessoas vêm falando de direitos humanos. Que humano é um cidadão que entra na tua casa e estupra sua família? Que direitos são esses? Se isso não for mudado rapidamente, o Brasil caminha para ser uma Venezuela. Por isso que concordamos com as ideias do [Jair] Bolsonaro.

 

MidiaNews – E é por isso que o senhor decidiu se filiar ao PSL? O que o senhor acha dele como candidato a presidente?

 

Dilceu Rossato – Sim, por isso. Defendo Bolsonaro presidente, pois é hora de mudarmos os conceitos. Começa que vejo candidatos do PT e do PSDB falando em moralidade. Que moral eles têm? Votamos nesses partidos, votamos nas pessoas desses partidos. E hoje a Lava Jato é composta em sua maioria por PT, PSDB, também pelo MDB. 

 

Acredito na administração do Bolsonaro, estou nessa caminhada. Tenho certeza que passaremos esse País a limpo. As reformas que o Bolsonaro pretende fazer são as mesmas que pretendo. Além disso, também quero fazer algumas indicações a ele.

 

Veja, por exemplo, Mato Grosso. No País você pode jogar tudo que é tipo de jogo de azar, corrida de cavalo, loteria esportiva... Mas não pode jogo do bicho e cassino. Por que não? Se pode um por que não pode o outro?

 

MidiaNews – Então o senhor é favor de legalizar o jogo no Brasil?

 

 

Acredito na administração do Bolsonaro, estou nessa caminhada. Tenho certeza que passaremos esse País a limpo

Dilceu Rossato – Sim! Imagine: na fronteira do Brasil temos Argentina e Uruguai, para onde todos os dias os brasileiros estão voando para jogar. O navio encosta na costa brasileira, entra 20 mil milhas pra dentro e já pode jogar. Quer dizer: estamos desperdiçando recursos que deveriam ficar no País. Deveríamos construir, por exemplo, em Chapada dos Guimarães, um grande cassino. Olha a característica de Chapada dos Guimarães. Vamos legalizar o jogo do bicho. Quantos empregos vamos gerar, trazer gente pra consumir, para gastar aqui na região. Ao invés de estar indo em países vizinhos. Há muitas coisas no Brasil que precisam ser mudadas. Não podemos viver alheios aos demais.

 

O que está acontecendo hoje? O Paraguai está atraindo empresas brasileiras. Estamos perdendo a competitividade. E isso queremos levar também como plataforma de Governo. E esses são só alguns exemplos do que queremos levar ao presidente de reivindicação para trazermos ganhos para o Estado.

 

MidiaNews – Esses dois pontos que o senhor citou - a legalização dos jogos de azar e a questão do desarmamento - são temas considerados polêmicos. O senhor não teme ser alvo de ataques durante a campanha eleitoral em razão de fazer a defesa de assuntos como estes?

 

Dilceu Rossato – Não. Defendo aquilo que entendo que seja correto. Não faço das minhas palavras aquilo que as pessoas querem ouvir. Falo aquilo que entendo que esteja correto. E penso que a maioria das pessoas, neste momento, pensa como nós.

 

MidiaNews – Como tem sentido a aceitação da candidatura do Bolsonaro junto aos produtores rurais aqui no Estado, que é um segmento do qual o senhor faz parte?

 

Dilceu Rossato – Vejo que a candidatura do Bolsonaro caminha por si só. É tanta vontade e desejo de mudança, que onde você vai você encontra uma caminhonete, um carro, uma bicicleta com um adesivo do Bolsonaro, confeccionado com recurso próprio do eleitor. Visitei região de Confresa, Vila Rica... Em Confresa, um empresário pintou a caixa d’água, outro pintou placas, painéis. Isso é da espontaneidade e vontade do povo de Mato Grosso.

 

Nessa campanha, o Bolsonaro deve fazer em Mato Grosso, nas regiões agrícolas, mais de 70% dos votos, em primeiro turno. E, na Capital, vamos trabalhar fortemente para que essa consciência também chegue. Consciência de que precisamos mudar o Estado de Mato Grosso e também o País. Acredito muito nas pessoas de bem e essas pessoas são a grande maioria.

 

MidiaNews – Voltando um pouco à questão do governador Pedro Taques. Na avaliação do senhor, qual foi o grande erro dele, e que fez, inclusive, com que ele perdesse muitos de seus aliados?

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

 

"Nessa campanha, o Bolsonaro deve fazer em Mato Grosso, nas regiões agrícolas, mais de 70% dos votos, em primeiro turno"

Dilceu Rossato – Tem que ver o que ele não fez. Ele é procurador e esqueceu de ser governador. A partir do momento em que fui eleito, preciso governar o Estado. Não posso ficar cuidando do que aconteceu no passado. Passado é questão de Justiça. Não tem nada a ver comigo. O governador ficou preocupado com acabar com os adversários políticos e esqueceu de governar o Estado. Esse foi o grande pecado. E aí foi perdendo aliados.

 

Ele fez promessas, não cumpriu e as pessoas foram perdendo a confiança. Não tem Governo que se mantém sem confiança. As pesquisas mostram que o povo não confia mais nesse Governo. Erros diversos e aí você vê tantas pessoas que o apoiaram, assim como eu, que foram se afastando. O Governo ficou praticamente sozinho. A gente vê que até o vice-governador Carlos Fávaro não sabe mais pra onde ir: sai do Governo, fica no Governo...

 

E, na minha avaliação, se quisesse sair do Governo, deveria ter saído muito antes. Não ficar se aproveitando até os últimos dias, com seu cargos... Hoje em dia a briga é por cargos. E pra mim, isso é vergonhoso. Ao invés de brigar pela saúde pública, as pessoas estão brigando por cargos públicos. Isso estou falando da classe política em geral.

 

MidiaNews – Às vésperas de encerrar o mandato de Taques, o vice está avaliando “deixar” o Governo. O senhor acredita que há um oportunismo da parte dele?

 

Dilceu Rossato – Penso assim: se eu vejo que determinada situação não está certa, eu tenho que falar, tornar público. E a gente vê há muito tempo que o Governo não está agindo. Ele deveria ter falado isso há dois anos, deveria ter alertado o Governo: “Nosso Governo não está bem, não está fazendo as ações que deveria fazer”. Agora que está chegando próximo do pleito eleitoral, você se aproveitar para desgastar ainda mais o Governo e poder concorrer a um cargo. Isso é um aproveitador, na minha forma de pensar.

 

MidiaNews – O senhor está neste momento dialogando com partidos, com vistas a compor para a eleição deste ano. Neste cenário, é possível dizer que o PSD, do Carlos Fávaro, não vai estar com o senhor?

 

 

O governador ficou preocupado com acabar com os adversários políticos e esqueceu de governar o Estado

Dilceu Rossato – Estou falando de uma situação que eu não concordo. Hoje eu converso com todo mundo. No dia que form governador, vamos precisar de todos para defender Mato Grosso. Se o Carlos Fávaro for senador, tenho certeza que o que eu falei do Fávaro ele não irá se ofender. Não falei nada diferente da realidade. A partir do momento que falo a verdade, não vou machucar. Todos sabem disso. Quem não sabe que deveria ter saído antes? Então, converso com todos, mas ao mesmo tempo vejo as pessoas que podem se afinar conosco.

 

Não vejo no Fávaro nenhum desvio de conduta. Ele, pelo que sei, é uma pessoa honrada. O PSD é um partido. Agora, o que temos de certeza absoluta é que estaremos juntos com aqueles partidos menores. Esses maiores, dificilmente, irão se coligar conosco. Se o PSD quiser vir conosco, venha. Estamos de portas abertas.

 

MidiaNews – Mas então o senhor não abre mão da cabeça de chapa?

 

Dilceu Rossato – Não abrimos mão dos princípios que temos, dos princípios que queremos conduzir o Estado de Mato Grosso. Queremos estar junto de pessoas que tenham essa performance, essa vontade de conduzir Mato Grosso de uma forma decente.

 

MidiaNews – Mas, vamos supor que o DEM, com Mauro Mendes e Jaime Campos, o chame para conversar. Poderia, por exemplo, abrir mão de ser o candidato ao Governo e compor a chapa de outra maneira?

 

Dilceu Rossato – Eu não estou aqui para negociar a minha candidatura. Lancei minha pré-candidatura. Se meu partido político não me quiser mais como candidato, ele terá opção de colocar outro em meu lugar, para ser vice ou candidato a outra coisa. Mas eu vim para concorrer ao Governo do Estado de Mato Grosso. Essa é minha posição. Se quiser colocar como vice, negociar com alguém, não conte comigo. Vou seguir meu caminho, minha vida. Eu me propus àquilo que meu partido me convidou.

 

MidiaNews – Hoje, quais os partidos que estão caminhando nesse projeto de candidatura do senhor?

 

 

Não podemos dar moleza para bandido. Acredito que nós temos que cuidar do cidadão de bem

Dilceu Rossato – PSL, Podemos, PSDC, PROS, PMN, Avante e PHS.

 

MidiaNews – Voltando à questão da Segurança. O governador é o chefe da PM. Como seria a ordem do governador Dilceu Rossato para a PM na hora de enfrentar o bandido?

 

Dilceu Rossato – Não dê moleza. Aquilo que a lei permitir, faça. Não podemos dar moleza para bandido. Acredito que nós temos que cuidar do cidadão de bem. E espero do nosso presidente que os policiais possam ter segurança. Hoje os policiais não têm nem segurança própria, imagine como dar segurança ao cidadão de bem.

 

MidiaNews – Lógico que isso não depende do senhor, mas é a favor da pena de morte?

 

Dilceu Rossato – Sim. Para mim, a pessoa que comete um estupro, por exemplo, tem que ser morta. Estupro é um dos piores crimes que existe. Quem o comete tem que pagar com a própria vida e, de preferência, que seja uma morte bem dolorida. Você admite que o cidadão estupre alguém? Que uma criança seja estuprada? Olha o sofrimento dessa pessoa, olha o trauma que carrega uma pessoa que passa por isso. Um trauma para a família. Aí um cidadão que comete esse crime tem direitos humanos? O cidadão desse tem que ser tratado como tal. Sou a favor da pena de morte. Não acredito que aconteça no Brasil, mas sou a favor sim.

 

 

Fonte: Mídia News

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