Paranatinga, 09 de Dezembro de 2019

Política

SUSPEITA DE PROPINA

Parecer de Dodge revela quebra de sigilo de Bezerra e mais 16

Publicado 01/08/2019 16:24:42


CÍNTIA BORGES 
DA REDAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a quebra do sigilo bancário do deputado Federal Carlos Bezerra (MDB) e outras 16 pessoas físicas e jurídicas para apurar supostas fraudes na ampliação e pavimentação do Aeroporto Municipal Maestro Marinho Franco, em Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá), investigados na Operação Ararath.

 

A informação consta na petição assinada pela procuradora-geral da República, Raquel Dogde, encaminhada ao ministro Luiz Fux, do STF, no dia 23 de julho.

 

No documento, ela dá parecer favorável a um pedido da Polícia Federal para que a investigação se prolongue por mais 60 dias. Segundo a procuradora-geral, a Polícia Federal necessita do prazo para analisar os dados bancário e fiscal do parlamentar.

 

Foram quebrados os sigilos bancários e fiscais por um prazo de seis anos, do dia 1ª de janeiro de 2010 ao dia 31 de dezembro de 2015.

PUBLICIDADE

 

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dogde

Além de Bezerra, foram quebrados os dados bancários do ex-governador Silval Barbosa, do ex-procurador do Estado Francisco Lima Filho, o Chico Lima, do sócio proprietário da Trimec Construções, Wanderley Facheti Torres, e da empresa Ensercon Engenharia Ltda. e de seus sócios-proprietários, Marcílio Ferreira Kerche e Edmar Alves Botelho.

 

Ainda foi quebrado o sigilo da colaboradora e empresária Marilena Aparecida Ribeiro e Silva e das empresas das quais ela é sócia: Marilena Materiais para Construção Ltda., Ribeiro Miguel Sutil Auto Posto Ltda., Vitória Materiais para Construções Ltda., Panamericano Auto Posto Cuiabá Ltda. e Empreendimento Comercial Vitória SPE Ltda..

 

O STF ainda retirou o sigilo da empresa Valle Negócios Imobiliários Ltda., e do seu sócio-proprietário, Micael Heber Mateus, também de Reinaldo de Toledo Maluli, e da empresa Premium Negócios Imobiliários Ltda..

 

O caso

 

As investigações começaram na Delegacia Fazendária de Mato Grosso (Defaz), em que foi apurado o envolvimento da empresa Ensercon Engenharia Ltda, responsável pela execução da obra. 

 

O contrato tinha valor inicial de R$ 20,8 milhões. Uma equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE) identificou um superfaturamento de R$ 3,9 milhões, em serviços relatados, porém não prestados.

 

Silval Barbosa contou em sua delação que foi avalista de Bezerra num empréstimo de R$ 4 milhões com uma empresária, em que o pagamento seria realizado por meio de cobrança de propina de três empresas.

 

Uma delas é a Ensercon, que cujo pagamento da propina seria, conforme a delação, proveniente das obras realizadas no aeroporto de Rondonópolis. Por último, segundo Silval, a empresa EBC pagaria propina pelo recapeamento da MT-060.

  

Na ação, constam como investigados: o deputado Carlos Bezerra, José Carlos Ferreira da Silva, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Cinésio Nunes de Oliveira, o ex-superintendente de obras e transportes, Tércio Lacerda de Almeida, o representante legal da empresa Ensercon, Marcílio Ferreira Kerche, Edmar Alves Botelho, Esmeraldo Teodoro de Mello e o engenheiro Pedro Maurício Mazzaro. 

 

Além das delações do ex-governador Silval Barbosa, também estão anexadas as delações do ex-secretário Pedro Nadaf e da empresária Marilene Ribeiro.

 

 

 

Fonte: Midia News

Publicidade Áudio

Enquete

Oque você mais deseja para o ano de 2020?

ALEGRIA

PAZ

FELICIDADE

PROSPERIDADE

SAÚDE

HUMANIDADE

RESPEITO

AMOR

DIGNIDADE

COMPAIXÃO

Anuncios

CURTA NOSSA FAN PAGE