Paranatinga, 23 de Novembro de 2020

Política

CANDIDATO AO SENADO

Não é porque sou da base de Bolsonaro que direi amém

Publicado 29/10/2020 07:54:09


Candidato ao Senado, o advogado Euclides Ribeiro (Avante) afirmou que, se for eleito, fará um mandato independente, ainda que o seu partido seja integrante da base do Governo Jair Bolsonaro (sem partido).

 

“Eu sempre critico. Não é porque é Bolsonaro que é Deus. Não é um mito. É um presidente que a gente tem que respeitar. Não é porque sou da base que tenho que dizer amém para tudo. Esse é o meu posicionamento”, afirmou, em entrevista ao MidiaNews.

 

O candidato afirmou que as pautas em discussão no Senado serão avaliadas e julgadas por ele de acordo com as suas próprias convicções, o que, segundo ele, não pode ser afirmado por nenhum dos seus concorrentes na disputa pela vaga.

 

“Como senador, eu sou dono do meu mandato. O mandato é meu, não do partido. E eu sou o único desses candidatos que tem a sua própria convicção”, disse.

 

 

Como senador, eu sou dono do meu mandato. O mandato é meu, não do partido. E eu sou o único desses candidatos que tem a sua própria convicção

“Todos os outros têm algum compromisso com alguém que está elegendo eles lá: é uma máquina que financia, ou é o Estado, ou é um grupo político que financia. Eu cuido da minha candidatura. Sou independente”, completou.

 

Governo Bolsonaro

 

À reportagem, o advogado criticou, por exemplo, as duas decisões mais recentes do presidente em relação à vacina Coronavac, da empresa chinesa Sinovac, e a indicação do desembargador Kassio Nunes Marques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

“Estão politizando demais as coisas. Antes da vacina estar pronta já querem decidir se vai ser obrigatória ou não. Dá a vacina para quem quiser e na hora que estiver faltando 10% das pessoas para vacinar, decide. Não tem que ficar politizando isso”, disse.

 

“Tudo que acontece aqui tem que ficar politizando, gritando, brigando um com o outro. Vamos achar solução”, criticou.

 

Quanto à indicação de Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello, o candidato disse que, se já estivesse no Senado, votaria contra por acreditar que a aprovação de Kassio seria um “retrocesso”.

 

“A posição dele de que segunda instância tem que ser revogada, para mim, é absurda. Nós temos que caminhar no sentido de punir exemplarmente todo corrupto, todo ladrão, todo bandido”, disse.

 

“Sou contra. Quero um ministro que apoie a prisão em segunda instância, não um ministro que dê mais garantias à corrupção e à falta de punição exemplar daqueles que são os malfeitores da nossa sociedade”, completou.

 

 

Não é porque é Bolsonaro que é Deus. Não é um mito. É um presidente que a gente tem que respeitar

Reforma administrativa

 

Uma das coisas que deve votar caso eleito será a reforma administrativa, à qual Euclides diz ser favorável para melhorar a qualidade do serviço público oferecido pelo Estado.

 

“Temos que ter um Estado mais eficiente. O Estado é moroso, não entrega tudo o que precisa, cobra muito e entrega um serviço ruim. Temos que ter serviço público de qualidade e para isso, sim, tem que ter enxugamento da máquina estatal”, avaliou.

 

O advogado disse que não vê prejuízo para os servidores públicos no caso de aprovação das medidas e defendeu que o mercado mundial já fez uma reforma administrativa a partir da modernização.

 

“Não precisa mais ter tanta gente. Agora o mundo é digital. Não tem porque você ter 50 pessoas dentro de uma repartição. Hoje, o computador já substituiu. Esse problema é mundial, não de um órgão público”, disse.

 

“Não tem como reclamar da reforma administrativa, não tem como fugir disso. Tem que existir e vai existir”, afirmou.

 

Fonte: MIDIA NEWS

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