Paranatinga, 22 de Março de 2019

Política

DÍVIDA COM BANCO

MT usa cláusula contratual e adia pagamento de R$ 140 milhões

Publicado 12/03/2019 14:47:58


CAMILA RIBEIRO 
DA REDAÇÃO

 

O Governo do Estado “segurou” o pagamento de uma nova parcela da dívida com o Bank Of America, no montante de R$ 140 milhões, que deveria ter sido quitada no último dia 10.

 

Isso ocorre por conta de uma cláusula no contrato que permite que o Executivo atrase o pagamento da parcela em até 30 dias da data do vencimento. A ideia é que nesse período Mato Grosso consiga renegociar o pagamento das parcelas com o banco americano.

 

A dívida foi contraída ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Anualmente, são pagas duas parcelas anuais - nos meses de março e setembro. O governador Mauro Mendes (DEM) tenta jogar o pagamento das duas para setembro, quando, em tese, o Estado já terá adquirido maior fôlego financeiro.

 

 

Nós acionamos essa cláusula, deixamos de pagar, dado que há essa negociação. Ainda que remota, há possibilidade de que Mato Grosso consiga esse refinanciamento

“A matriz do banco americano, que fica nos Estados Unidos, está avaliando esse pedido que nós fizemos para postergar o pagamento desta parcela para setembro. O contrato prevê que você pode usar - por três vezes - a cláusula que estabelece a possibilidade de pagamento em até 30 dias após o vencimento”, disse o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

 

“Então, nós acionamos essa cláusula, deixamos de pagar, dado que há essa negociação. Ainda que remota, há possibilidade de que Mato Grosso consiga”, acrescentou.

 

As declarações do secretário foram dadas em entrevista na manhã desta terça-feira (12), ao programa Chamada Geral, da Rádio Mega FM.

 

Na oportunidade, Gallo lembrou que, paralelo a essa tratativa, o Estado mantem uma negociação com o Banco Mundial para “vender” essa dívida.

 

Se a ideia for concretizada, ao invés de pagar o Bank of America, Mato Grosso passaria a dever o Banco Mundial. 

 

A negociação passa pelo alongamento da dívida, com a redução no valor das parcelas.

 

A dívida atual, que vence em 2022, seria alongada por mais 20 anos. Com isso, o Estado deixaria de desembolsar US$ 70 milhões ao ano, para pagar R$ 12 milhões por ano.

 

“O que queremos é trocar de dívida. Vamos pegar um financiamento com juros menores e prazos alongados com o Banco Mundial. Vamos passar para uma dívida mais barata e alongada”, disse Gallo.

 

“Com o Banco Mundial já é certo. O que queremos fazer é, ao invés de só pegar a parcela a partir de setembro pra frente - o que daria 8 parcelas -, nós pegaríamos 9 parcelas, incluindo aí essa de março. Esse é nosso pleito com o banco americano. E isso que ele está avaliando”, concluiu.

 

 

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