Paranatinga, 11 de Dezembro de 2019

Política

GREVE DA EDUCAÇÃO

Mendes: "Sintep é ligado à CUT, mas não quero fazer politização"

Publicado 09/08/2019 12:55:22


THAIZA ASSUNÇÃO E DOUGLAS TRIELLI 
DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) minimizou a informação de que 75% dos membros do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) são filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

 

Questionado se vê viés político na greve da Educação, o democrata afirmou que o Sintep é ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), mas disse não querer politizar a paralisação dos servidores.

 

A informação sobre filiações é do vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior (MDB).

 

Segundo dados do parlamentar, registros da Justiça Eleitoral demonstram que dos 46 integrantes da cúpula do sindicato, 34 são petistas, o que representa 75% do total.

 

 

Pode me rodopiar, virar de cabeça para baixo, pressionar, brigar, fazer greve, que eu vou dizer aquilo que é a verdade, a verdade absoluta, não tem outra

“Eu não quero entrar nesse julgamento, se é viés político ou não. O sindicato é filiado à CUT, que tem estreita ligação ao PT, mas eu não quero fazer essa politização. Eu quero dizer como eu sempre disse: eu não mudei nenhum milímetro, porque eu falo a verdade. Pode me rodopiar, virar de cabeça para baixo, pressionar, brigar, fazer greve, que eu vou dizer aquilo que é a verdade, a verdade absoluta, não tem outra”.

 

“Nós estouramos a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal]. Para conseguir aprovar o refinanciamento [de US$ 250 milhões junto ao Banco Mundial], estamos a dura penas atrás de uma liminar no STF [Supremo Tribunal Federal], fazendo malabarismo jurídico. Então,  tem consequências".  A lei estabelece o limite máximo de gastos com folha salarial em 49%. Mato Grosso já atinge 58,55%. Por conta do estouro, a União tem se negado a avalizar o empréstimo. 

 

Mendes reforçou que lei deve ser cumprida e o Estado não pode conceder aumento e atingir o bolso do cidadão. Ressaltou que um estudo do Tribunal de Contas do Estado (TCE)  disse "claramente" que se as "coisas continuar como vinham vindo", em 2022 toda arrecadação será  para pagar salário.

 

“E aí, nós não teremos mais viatura na rua, não teremos mais estradas sendo feitas ou consertadas, não teremos dinheiro para pagar energia elétrica e, com isso, teremos que fechar todas as escolas. Nós precisamos mudar o rumo da história de Mato Grosso”.

 

"O Estado foi muito mal gerido nos últimos anos. Nós precisamos consertar esse Estado e eu fui eleito para consertar Mato Grosso. E nós vamos trabalhar muito. Preciso de ajuda, preciso de apoio, mas nós vamos consertar esse Estado". 

 

Greve da Educação

 

Os servidores estão em greve desde o dia 27 de maio.

 

Eles cobram o cumprimento da lei da dobra do poder de compra - aprovada em 2013, na gestão do ex-governador Silval Barbosa -, que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração durante 10 anos, e a Revisão Geral Anual (RGA). 

 

Nesta semana, o chefe do Executivo propôs que benefícios salariais como a Revisão Geral Anual (RGA) e a lei da dobra do poder de compra da Educação serão pagos a partir do próximo ano, desde que haja condição para elevação de gastos com folha (abaixo de 49% da LRF).

 

Havendo o que se chama de espaço fiscal, o Governo estabeleceu que 75% deste espaço será usado para a RGA de todos os servidores públicos do Estado. Outros 25% serão destinados aos aumentos previstos em leis de carreiras da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

 

Os profissionais vão realizar uma assembleia geral nesta sexta-feira (9) para decidir se aceitam ou não a proposta. 

 

 

 

Fonte: Midia News

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