Paranatinga, 22 de Julho de 2019

Política

PEPINO

Mendes diz que comissão decidirá futuro do VLT em 4 meses.

Publicado 10/07/2019 13:25:46


DA REDAÇÃO 

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que a comissão montada pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério de Desenvolvimento Regional, em parceria com Mato Grosso, terá um prazo máximo de 120 dias para apresentar uma solução parao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

  

A comissão foi formada após três reuniões realizadas em Brasília com as equipes dos governos estadual e federal.

 

De acordo com Mendes, será necessário encontrar uma solução em parceria principalmente porque a obra foi financiada com recursos federais para atender a Copa de 2014 e não foi concluída até o presente momento. Ele citou já terem passado duas copas do mundo e duas gestões, tendo consumido mais de R$ 1 bilhão.

 

“O VLT foi financiado com recursos federais, tem dinheiro da Caixa Econômica Federal, por meio do FGTS, e a obra está parada com um contrato rescindido pela Justiça de Mato Grosso. Por isso é importante que essa decisão seja tomada em conjunto com todos os órgãos federais envolvidos”, afirmou.

 

 

VLT foi financiado com recursos federais. Por isso é importante que essa decisão seja tomada em conjunto

Mendes acrescentou que o problema envolvendo o modal é complexo, pois existem três ações na Justiça contrárias às decisões que foram tomadas contra o modal e a execução da obra.

 

Além da demora no término da obra e as questões judiciais que permearam o contrato, outro fator grave envolvendo o VLT, segundo Mendes, é o esquema de corrupção delatado pelo ex-governador Silval Barbosa à Procuradoria Geral da República.

 

“(...) o colaborador combinou com o consórcio VLT que as propinas seriam pagas no montante de 3% do valor pago pelo Estado para o consórcio, cabendo ao consórcio efetuar os pagamentos dos retornos através das empresas pertencentes a João Carlos Simoni, pois esse prestava através de uma de suas empresas serviços para o VLT, dessa feita, o consórcio além de pagar os valores devidos pelos serviços prestados pelas empresas de João pagava um valor a maior referente à propina devida ao colaborador por cada medição realizada nas obras”, afirmou Silval Barbosa no Volume 1 da delação premiada, homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

O ex-governador, que detalhou todo o esquema de corrupção na obra do VLT, destacou que os “pagamentos das propinas eram efetuados conforme as medições e respectivos pagamentos do Estado perante o consórcio, pelo que o colaborador tem ciência todo o pagamento das propinas foram executados da forma citada (...)”, conforme trecho extraído da delação.

 

 

Fonte: Midia News

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