Paranatinga, 25 de Maio de 2020

Política

SALARIOS EXECUTIVOS

Gallo: “Sem hipocrisia, projeto era absolutamente necessário”

Publicado 23/05/2020 09:16:20


O secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo classificou como “absolutamente necessário” o projeto de autoria do Governo que eleva o percentual de gratificação pago a servidores de carreira que ocupam cargos comissionados no Executivo e que, na prática, aumenta os salários desses profissionais.

 

Em uma votação apertada, o texto recebeu aval da Assembleia Legislativa, mas foi alvo de críticas por parte de alguns parlamentares.

 

O principal questionamento foi sobre a necessidade de colocar o projeto para apreciação no momento em que o País atravessa uma crise sanitária e econômica, em decorrência da pandemia da Covid-19.

 

“Sem hipocrisia, sem demagogia, era absolutamente necessário. Tínhamos algumas distorções absurdas. Estávamos caminhando para chegar a um preenchimento dessas vagas nos cargos comissionados com apenas pessoas de fora do setor público. Isso é muito ruim”, disse Gallo, em entrevista à TV Centro América.

 

 

Não se pode deixar de tomar decisões necessárias por temer enfrentamento ou por achar que é uma decisão impopular. Temos que tomar decisões corretas

“Tínhamos situações bizarras, absurdas. Por exemplo, um diretor da Penitenciária Central do Estado não é um cargo desejado para você trazer alguém de fora, então temos que convencer um agente penitenciário a ocupá-lo. Se ganhava R$ 700 reais de gratificação para assumir esse cargo. Agora, subiu para algo em torno de R$ 1,8 mil. O que estamos fazendo é uma readequação”, acrescentou.

 

Com a aprovação do projeto, ocorrerá um aumento no valor recebido pelos servidores efetivos que ocupam cargos em comissão. Isto porque, atualmente, um servidor de carreira que exerce um cargo de secretário de Estado, por exemplo, recebe o seu salário e mais 35% de gratificação sobre o valor da DGA-1 – que é R$ 18,2 mil.

 

A partir de agora, essa gratificação passará a ser de 70% sobre o valor do DGA. Ou seja, a gratificação que era de R$ 6,3 mil passa a ser de R$ 12,7 mil. O mesmo ocorre com outros DGAs, cujo valor da gratificação sobe para até 90%.

 

Sem temor de enfrentamento

 

Gallo afirmou, também, que o Estado não pode deixar de adotar medidas que considera necessárias temendo algum tipo de desgaste.

 

“Não se pode deixar de tomar decisões necessárias por temer enfrentamento ou por achar que é uma decisão impopular. Temos que tomar decisões corretas”, disse.

 

“Os gestores não estavam conseguindo motivar os servidores públicos a exercerem cargos de comissão. Não podíamos retardar esse projeto. O Governo teve coragem de enfrentar e tomou uma medida que vai fortalecer o serviço público”.

 

Ele reiterou, ainda, que o projeto deve trazer uma economia potencial ao Estado de R$ 40 milhões, já que estipula que, no mínimo, 60% dos cargos em comissão sejam ocupados por servidores de carreira.

 

Desta forma, ao invés de levar uma pessoa de fora da administração para exercer cargos de chefia e receber o valor total do DGA, o Estado usa um servidor efetivo e paga junto ao salário que ele já recebe apenas uma porcentagem em cima do valor do DGA correspondente ao cargo que a pessoa desempenhará.

 

Fonte: midianews

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