Paranatinga, 29 de Outubro de 2020

Política

HERANÇA MALDITA

França: “agonia dos servidores” o levou a pagar salário com CDC

Publicado 29/09/2020 13:37:07


Candidato à Prefeitura de Cuiabá, Roberto França: liminar garante participação na disputa

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

Candidato à Prefeitura de Cuiabá e ex-prefeito por dois mandatos, o comunicador Roberto França (Patriota) afirmou que uma “herança maldita” deixada pelo seu antecessor José Meirelles o obrigou usar a estratégia dos empréstimos pessoais para quitar folhas salariais atrasadas dos servidores.

 

O uso de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para o pagamento dos salários rendeu à França uma condenação na Justiça e a inserção do seu nome no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Em entrevista à Rádio Vila Real, nesta terça-feira (29), o candidato afirmou que o uso do CDC foi a única forma encontrada pelo seu então secretário, Vivaldo Lopes, para honrar com os proventos dos servidores em razão da falta de recursos no caixa municipal.

 

Com a medida, os servidores tomavam empréstimos pessoais que eram honrados pela Prefeitura.

 

Segundo França, os salários atrasados – que totalizaram seis folhas e meia – seriam referentes à gestão anterior e ele foi amortizando aos poucos durante os seus dois mandatos.

 

“Era o caminho que tinha para pagar. Eu via a agonia dos servidores. Eles trabalharam na gestão anterior e mereciam receber. O CDC foi a forma encontrada que encontramos de honrar a dívida”, explicou.

 

 

Era o caminho que tinha para pagar. Eu via a agonia dos servidores. Eles trabalharam na gestão anterior e mereciam receber. O CDC foi a forma encontrada que encontramos de honrar a dívida

Questionado se arrependia do método usado ou se recorreria a ele novamente, França afirmou que espera, caso eleito, não encontrar novamente uma Prefeitura com seis meses de salários atrasados.

 

Ele ressaltou, ainda, que a sua gestão manteve os salários em dia e que o cenário atual é mais promissor do que o encontrado pela sua gestão.

 

“Eu paguei em dia o servidor público de Cuiabá. Todo mês eu pagava uma folha. Honrei 13 folhas todos os anos e mais um terço de férias. Mas eu herdei seis folhas e meia atrasadas da gestão anterior”, afirmou.

 

De acordo com França, à época o número de servidores da Prefeitura de Cuiabá era a metade do quadro atual, mas a arrecadação também era bem menor, o que agravava ainda mais a situação financeira do Município e o impedia de encontrar outra saída para a dívida herdada.

 

“A arrecadação naquela época era de R$ 450 milhões por ano. Hoje é de R$ 3,3 bilhões. Eu recebi a prefeitura com R$ 450 milhões de dívidas, o que correspondia a uma receita anual. É a herança maldita que recebi”, afirmou.

 

Dinheiro em caixa

 

França negou, ainda, que tenha deixado folhas salariais em aberto para o seu sucesso, o então prefeito Wilson Santos (PSDB), que hoje é deputado estadual. De acordo com o candidato, quatro folhas e meia das seis atrasadas herdadas por ele fora quitadas durante a sua gestão.

 

“Eu deixei duas [folhas] que eram da administração anterior. Essas duas folhas, o Wilson Santos pagou quando assumiu, mas com o dinheiro em caixa que eu deixei, um total de R$ 40 milhões referentes à arrecadação do IPTU. Ele usou esse dinheiro para quitar”, disse.

 

Inelegibilidade

 

A inserção do nome de França no cadastro do CNJ por ato de improbidade administrativa o deixaria inelegível até 2024. No entanto, o ex-prefeito afirma que a informação data do mês de maio e está defasada, não refletindo a realidade jurídica atual.

 

“De lá para cá, conseguimos uma vitória na Justiça, uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, suspendendo a nossa condenação. Essa decisão não foi cadastrada no CNJ”, disse.

 

“Tenho uma certidão extraída ontem, às 16h, que me dá amplos poderes e normalidade para disputar as eleições deste ano. Esse fato está superado, mas o CNJ ainda não cadastrou a decisão que nos foi favorável. Ela tem valor jurídico, mas o CNJ demora para atualizar”, justificou.

 

A liminar à qual França se refere, concedida pelo desembargador Márcio Vidal, pode ser derrubada, mas o candidato diz ter “plena consciência” de que irá ganhar e que a o caso não o incomoda.

 

“Não é incômodo nenhum porque tenho confiança que agimos com confiança e responsabilidade nessa ação. Além disso, enquanto não transitar em julgado na última esfera, no Supremo Tribunal Federal (STF), eu posso ser candidato. Não estou preocupado”, completou.

 

 

 

Fonte: midianews

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