Paranatinga, 19 de Outubro de 2019

Política

Ex-chefe de Riva pretendia culpar advogado morto por desvios na AL

Publicado 17/10/2015


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Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça e feitas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no transcorrer da Operação Metástase revelam que servidores da Assembleia Legislativa montaram estratégias para direcionar depoimentos e assim dificultar a investigação dos promotores de Justiça. 

Várias reuniões foram marcadas, sendo lideradas pelos servidores Maria Helena Ribeiro Ayres Caramelo e Geraldo Lauro, ambos ex-chefes de gabinete do ex-deputado estadual José Riva, que se encarregavam de direcionar o depoimento dos demais investigados. Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), uma das reuniões teria contado com a participação direta de um procurador do Legislativo que agia para atender interesse dos investigados.

As gravações telefônicas ainda identificaram que vários empresários se reuniam, inclusive com o contador Hilton Carlos da Costa Campos, que seria um dos responsáveis em agregar prestadores de serviços de fachada para firmar contratos com o Legislativo.

Na decisão que autorizou a prisão preventiva dos suspeitos, a magistrada cita que a captação das conversas resultou em êxito no sentido de comprovar a conduta ilícita dos servidores. “As interceptações foram tão produtivas que foi possível detectar, por exemplo, que Maria Helena Ribeiro Caramello é um dos principais personagens do enredo criminoso”, disse.

Em uma das interceptações, Maria Caramello lamenta não ter transferido a culpa pelas suspeitas de irregularidades ao advogado já falecido, Eduardo Jacob, que atuou como um dos procuradores do Legislativo. Para a juíza Selma Rosane Arruda, ficou devidamente comprovado que Caramello agia como líder do esquema criminoso. 

“Em outra situação, Maria Helena mostrou-se um dos esteios da organização criminosa e do esquema criminoso, tanto que teria se colocado a disposição para assumir responsabilidades, caso uma das servidores fosse processada pelo envolvimento nestes desvios”, diz um dos trechos.

Ainda foi possível identificar que muitos empresários sequer sabiam que suas empresas foram indevidamente utilizadas, o que levou a conclusão de que muitas notas fiscais foram devidamente forjadas para falsificar despesas.

 

 

Folha Max

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