Paranatinga, 19 de Abril de 2019

Política

URNAS E PRECONCEITO

Ex-candidata LGBT critica público gay e declara voto em Bolsonaro

Publicado 13/10/2018 09:11:08


 

A servidora pública Madona Arruda (PPS), que concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, disse que nunca foi tão hostilizada por ser LGBT quanto durante a campanha eleitoral deste ano. E embora o senso comum pudesse indicar que ela esteja apoiando o candidato Fernando Haddad (PT) - que tem uma agenda mais progressista -, a servidora diz que seu voto é de Jair Bolsonaro (PSL).

 

Madona, que não conseguiu se eleger, chegou a registrar um boletim de ocorrência contra discursos de ódio e até ameaça de morte proferidos por internautas em seu perfil no Facebook.

 

Vamos deixar eles [petistas] voltarem porque você tem medo do Bolsonaro ser homofóbico?

 

“Eu nunca recebi tanta agressividade como agora. Mas é o preço que terei que pagar. Eu vim de uma política nova, eu saí 20 dias falando com 400 pessoas por dia. Foram três mandados do PT [...] Agora vamos deixar eles [petistas] voltarem porque você tem medo do Bolsonaro ser homofóbico?”, questionou. "Eu estou defendendo o Bolsonaro porque não quero o PT", disse.

 

Esta foi a primeira vez que Madona Arruda se candidatou a um cargo eletivo. Ela conta que precisou apagar mais de 90 comentários agressivos no seu Facebook.

 

 

 

Ao ser questionada sobre uma possível vitória do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), e sobre eventuais consequências que isso acarretaria aos LGBTs, Madona é enfática: “Os caras acham que quando o Bolsonaro ganhar vão poder colocar um revólver na cintura e sair dando tapa na cara. Eles estão confundindo. Talvez porque o próprio candidato no começo passava agressividade. Mas os caras do PT são iguais”, criticou.

 

Para Madona, caso eleito, Bolsonaro terá que trabalhar para desfazer a imagem de uma pessoa que incita a violência. 

 

“Se o presidente [Bolsonaro] pregou toda essa raiva e quiser, hoje, um Brasil melhor, ele vai ter que descontruir aquela imagem que passou no começo para ser um bom líder”, analisou.

 

 

 

Falta de união

 

Nenhum dos seis candidatos LGBTs assumidos que concorreram a uma vaga eleitva em Mato Grosso conseguiu ser eleito.

 

Para a servidora, dois deles - o candidato a deputado estadual Maurício Gomes (PSB) e o candidato à Câmara Federal, Ícaro Reveles (PSB) - tinham grandes chances. No entanto, segundo ela, isso não aconteceu devido à falta de união da classe.

 

“Nós somos 60 mil LGBTs em Mato Grosso. Nós conseguiríamos fazer um federal e dois estaduais. Mas eles não tiveram voto expressivo. Estão preocupados com Bolsonaro, mas não tiveram a preocupação de se unir e fazer um candidato para defender a eles mesmos?”, questionou.

 

“Sabe aquele cara que é preto e racista? Tem o cara que é gay, xinga os amigos gays, mas se alguém falar ‘bichinha’, ele processa. Esse tipo de coisa tem que terminar. Falta tolerância”, afirmou. 

 

“Eles [a comunidade LGBT] se unem para fazer festa. Tem umas 12 pessoas que realmente levam a sério a causa, que vão atrás quando tem algum travesti precisa de ajuda, mas o resto é folia e festa", afirmou.

 

 

Madona recebeu 634 votos, mas não foi o suficiente para conseguir ocupar uma cadeira na Casa de Leis.

 

Um dos principais projetos coordenados por ela é a “Casa Colorida”, para abrigar pessoas LGBTs em situação de vulnerabilidade social.

 

 

Fonte: Mídia News

Publicidade Áudio

Enquete

Prefeitura e Câmara de Paranatinga lança Consulta Pública - UNEMAT

ADMINISTRAÇÃO

AGRONOMIA

PEDAGOGIA

TURISMO

CIENCIA DA COMPUTAÇÃO

CIÊNCIAS ECONÔMICAS

ENGENHARIA CIVIL

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ENGENHARIA ELÉTRICA

FISICA

JORNALISMO

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

ARQUITETURA E URBANISMO

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

EDUCAÇÃO FÍSICA

ENGENHARIA DE ALIMENTOS AGROINDUSTRIAL

ENGENHARIA FLORESTAL

GEOGRAFIA

LETRAS

QUIMICA

SOCIOLOGIA

ZOOTECNIA

AGROECOLOGIA

ARTES VISUAIS

CIÊNCIAS

ENFERMAGEM

FILOSOFIA

HISTÓRIA

MATEMÁTICA

SISTEMAS

TEATRO

Anuncios

CURTA NOSSA FAN PAGE