Paranatinga, 19 de Novembro de 2017

Política

Conselheiro vai ao TJ para que Taques assine sua aposentadoria

"VONTADE IMPERIAL" | 26/10/2017 22:39:33


O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Antonio Joaquim, afirmou que vai protocolar nesta sexta-feira (27), às 14h, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, um mandado de segurança contra o governador Pedro Taques (PSDB).

 

O objetivo, segundo ele, é obrigar o governador a assinar sua aposentadoria.

 

De acordo com Joaquim, o pedido de aposentadoria está protocolado desde o dia 19 de outubro e ainda não foi assinado por Taques.

 

Ele não assinou minha aposentadoria até agora de propósito. Ele já falou para vários deputados estaduais que não vai assinar

 

 

“Ele não assinou minha aposentadoria até agora de propósito. Ele já falou para vários deputados estaduais que não vai assinar”, afirmou o conselheiro.

 

"Trata-se de mais um erro do governador Pedro Taques. Eu sou seu adversário e não vou me submeter à sua vontade imperial. Talvez ele queira que eu vá até o Palácio Paiaguás pedir um favor a ele, mas isso eu não vou fazer".

 

 

 

O conselheiro afirmou ainda que o governador "não tem o direito de conduzir" sua vida.

 

Ele preferiu não dar mais detalhes sobre o assunto e disse que irá se posicionar sobre os fatos amanhã.

 

 

Joaquim decidiu deixar o TCE para fazer uma pré-campanha ao Governo do Estado. A ideia, segundo ele, é tentar viabilizar sua candidatura até maio do próximo ano.

 

Ele decidiu que irá se filiar ao PTB e um evento de filiação com a participação do presidente nacional da sigla, Roberto Jeferson, marcado para o próximo dia 8.

 

A filiação pode, no entanto, não ocorrer, caso o governador não assine sua aposentadoria do TCE.

 

 

 

 

Críticas ao Governo

 

Enquanto trabalha para viabilizar sua candidatura, Joaquim já tem feito uma série de críticas à gestão Taques, que ele classificou como um “fracasso ético e administrativo”.

 

Ainda conforme Joaquim, os problemas enfrentados pelo governador seriam fruto de sua inexperiência política.

 

“É uma gestão inábil, que vive em conflitos inúteis. Você vê o governo direto batendo boca com poderes, com funcionários públicos, com desembargador, com promotor. É uma crise infindável e inútil, que atrapalha qualquer governo. Então, o governo tem essa dificuldade de harmonizar o governo, função que deveria ter como representante do poder Executivo”, disse o conselheiro, em uma coletiva de imprensa concedida na última semana.

 

“O dever do chefe do poder Executivo não é fazer bravatas. É um governo que não tem aptidão para fazer gestão”, declarou.

 

Fonte: Midia News

FACEBOOK