Paranatinga, 06 de Dezembro de 2019

Política

Collor nega relação com a BR Distribuidora em Rondonópolis

Publicado 14/01/2016


O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) negou as acusações feitas pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, de que a base de distribuição de combustíveis da BR Distribuidora, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), faz parte de um suposto esquema comandado pelo petebista.

De acordo com reportagem da revista Veja, em sua delação premiada, Cerveró disse que Collor tinha o controle de toda a BR Distribuidor, e que ele foi mantido na empresa "para que não atrapalhasse os negócios".

O suposto esquema protagonizado por Fernando Collor e o seu operador financeiro, Leoni Ramos, envolveria, segundo Cerveró, a "base de distribuição de combustíveis de Rondonópolis/MT e o armazém de produtos químicos de Macaé/RJ".

Ao MidiaNews, a assessoria de impressa do senador alagoano disse que ele que não iria comentar sobre o caso, especificamente, sobre a distribuidora de combustíveis na cidade mato-grossense.

Por meio de nota, o advogado de Collor, Rogério Marcolinni, afirmou que, até o momento, não teve acesso aos supostos termos de delação para avaliar sua autenticidade ou fidedignidade.

O advogado disse que as declarações de que Collor teria usado de sua influência política para angariar benefícios são falsas.

“Isso não impede, por óbvio, a pronta refutação do até aqui alardeado, sendo falsas as alegações de que o senador Fernando Collor tenha usado de influência política para obter favores ou exercer qualquer outro tipo de pressão sobre diretores ou funcionários da BR Distribuidora a fim de satisfazer interesses próprios ou de terceiros”, diz trecho da nota.

A defesa do ex-presidente da República declarou ainda que “as relações do senador Fernando Collor com instituições públicas sempre se deram exclusivamente em caráter institucional, no desempenho da função de Senador da República e na defesa dos interesses do Estado de Alagoas, tudo no legítimo exercício da representação parlamentar”.

 

Delação

 

Em sua delação premiada, Nestor Cerveró – um dos presos na Operação Lava Jato – declarou aos investigadores que o senador Fernando Collor teria dito a ele, em setembro de 2013, que a presidente Dilma Rousseff (PT) lhe garantira que a presidência e as diretorias da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, estavam "à disposição" do parlamentar alagoano.

Na versão apresentada pelo delator, após um encontro com o senador em sua residência oficial, conhecida como “Casa da Dinda”, ele teve a confirmação de que "Fernando Collor de Mello realmente tinha o controle de toda a BR Distribuidora", e que foi mantido na empresa "para que não atrapalhasse os negócios".

O esquema supostamente comandado por Fernando Collor e Leoni Ramos envolveria, segundo Cerveró, a "base de distribuição de combustíveis de Rondonópolis/MT e o armazém de produtos químicos de Macaé/RJ".

 

BR Distribuidora

A Petrobras Distribuidora foi criada no dia 12 de novembro de 1971, subsidiária da Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras, que passou a atuar na comercialização e distribuição de derivados do petróleo para todo o Brasil.

Atualmente, a subsidiária atua nos segmentos: distribuição de combustível, aviação, asfalto, indústria e termelétricas, transportes, produtos químicos, soluções energéticas e gás natural.

Conforme a assessoria da BR Distribuidora, a unidade instalada em Rondonópolis é comandada pela diretoria executiva da subsidiaria, que, na época, era composta por José de Lima Andrade Neto (presidente), Aduerte de Barros Duarte Filho (diretor de Mercado Consumidor) e Nestor Cerveró (diretor financeiro e de Serviços).

 

Confira a íntegra da nota da defesa do senador Fernando Collor:

“O noticiário tem divulgado – de forma parcial e seletiva – o que seriam extratos de supostas declarações prestadas por Nestor Cerveró em acordo de delação premiada.

Parcial, porquanto as pretensas revelações são feitas aos pedaços, e seletiva, na medida em que algumas personagens – dentre eles o Senador Fernando Collor – são intencionalmente destacadas para minimizar ou ocultar referências feitas pelo delator a terceiros.

Fato é que até o presente momento a defesa do Senador Fernando Colloro não teve acesso aos supostos termos de delação para avaliar sua autenticidade ou fidedignidade.

Isso não impede, por óbvio, a pronta refutação do até aqui alardeado, sendo falsas as alegações de que o Senador Fernando Collor tenha usado de influência política para obter favores ou exercer qualquer outro tipo de pressão sobre diretores ou funcionários da BR Distribuidora a fim de satisfazer interesses próprios ou de terceiros.

As relações do Senador Fernando Collor com instituições públicas sempre se deram exclusivamente em caráter institucional, no desempenho da função de Senador da República e na defesa dos interesses do Estado de Alagoas, tudo no legítimo exercício da representação parlamentar.

 Mais não dirá a defesa do Senador até conhecer, pelos meios oficiais, a íntegra da real delação realizada por Nestor Cerveró.”

Fonte : Midia News

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