Paranatinga, 09 de Dezembro de 2019

Política

DIFAMAÇÃO

Amam vai processar professora que chamou Judiciário de "porco

Publicado 01/08/2019 16:22:41


DOUGLAS TRIELLI 
DA REDAÇÃO

 

O presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), juiz Tiago Abreu, afirmou que irá ingressar com medidas nas esferas cível e criminal contra a professora, membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), que chamou o Judiciário de “porco” e disse que o Governo do Estado “demorou a comprar uma liminar” contra a greve.

 

Aa falas foram feitas por meio de um áudio enviado a um grupo de WhatsApp dos grevistas e foi uma reação à decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip, que declarou a ilegalidade da paralisação da Educação e determinou que os servidores voltem ao trabalho no prazo de 72 horas, sob pena de multa de R$ 150 mil por dia.

 

Abreu disse repudiar as afirmações que, segundo ele, teriam sido feitas pela presidente municipal do Sintep de Sinop, Maria Aparecida Lopes.

 

 

 

Segundo ele, as declarações são graves e ofendem a honra de magistrados, sem apresentar fatos que comprovem tais acusações.

 

 

Entendemos que uma pessoa em posição de liderança não deva, jamais, fazer acusações tão sérias como a de venda de sentença e parcialidade sem apresentar provas

“Somos defensores da liberdade de expressão. Contudo, discursos meramente difamatórios não podem ser aceitos sob esse pretexto. No estado democrático de Direito se pode muito, mas não tudo”, disse.

 

Ele ainda afirmou que a dirigente sindical utilizou de “linguajar grosseiro” para manifestar suas opiniões contra os magistrados.

 

“Entendemos que uma pessoa em posição de liderança não deva, jamais, fazer acusações tão sérias como a de venda de sentença e parcialidade sem apresentar provas”, afirmou.

 

“Por isso, medidas já estão sendo tomadas pela associação, que atua na defesa da magistratura, para garantir a reparação dos danos causados”, completou.

 

O áudio

 

No áudio, a professora ligada à diretoria do Sintep-MT tenta “acalmar” os professores que questionavam se a paralisação iria se encerrar após a decisão da desembargadora Maria Erotides Kneip. 

 

Uma professora, também membro do sindicato, confirmou à reportagem a suposta identidade da autora do áudio. A suspeita, no entanto, não atendeu as chamadas em seu celular e a reportagem optou por não citar o nome da autora do áudio.

 

“Na verdade era esperado. A gente até achou que demorou muito para recorrer ao Judiciário porco, né, para comprar uma liminar contra nossa greve", disse ela no áudio.

 

"Ele (Governo) esperou muito. Foram 60 e poucos dias. Na verdade, nunca, nunca na vida este sindicato promove uma greve e quando parte para um juiz, para a Justiça, sai uma ação dizendo que estamos com a razão. Nunca saiu e nunca vai sair”, disse a professora no áudio.

 

Nesta quinta-feira (1º), o secretário de redes municipais do Sintep-MT, Henrique Lopes, afirmou que a professora pode ter cometido um excesso por conta do histórico do Tribunal de Justiça.

 

Lopes disse não ter ouvido o áudio da companheira de sindicato. Disse que não irá levantar suspeita quanto à atuação da desembargadora, mas que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso já foi um dos mais corruptos do País.

 

 

 

Fonte: Midia News

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