Paranatinga, 09 de Abril de 2020

Política

TENSÃO NA CÂMARA

Abílio diz que Misael foi “comprado”; presidente rebate “insulto”

Publicado 05/03/2020 15:18:48


BRUNO GARCIA E THAIZA ASSUNÇÃO
DO MIDIAJUR

O vereador Abílio Júnior (PSC) acusou o presidente da Câmara de Cuiabá Misael Galvão (PTB) de ter recebido dinheiro do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para marcar para esta sexta-feira (6) a sessão extraordinária que irá tratar sobre a sua cassação.

 

“O Misael Galvão honra o paletó que veste. Ele está sendo muito bem pago para atuar na função, e a função dele é a de colocar o processo em votação imediatamente”, disse.

 

Em resposta, o presidente do Legislativo municipal disse que as acusações são "balelas" e "insultos".

 

 

A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores propôs a cassação do mandato de Abílio por quebra de decoro. Ele teria cometido excessos, como a fiscalização realizada no Hospital São Benedito, quando era presidente da CPI da Saúde.

 

Nesta quarta-feira (4), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) emitiu um parecer pela anulação do processo contra Abílio, sob a alegação de “vícios insanáveis” no procedimento da Comissão de Ética.

 

 

O Misael Galvão honra o paletó que ele veste. O Misael Galvão está sendo muito bem pago para atuar na função que ele está e, a função dele é a de colocar o processo em votação imediatamente

Apesar da vitória alcançada na CJJ, o parlamentar se mostrou descrente com a possibilidade de se livrar da cassação de seu mandato e disse já estar preparando um caminhão de mudança.

 

“Eu já estou reservando um caminhão de mudança para amanhã à tarde porque eu acredito que a votação será favorável à cassação.  

 

"Existe um número de vereadores já necessário para a cassação, que são aliados do prefeito.  E, como Misael está sendo bem pago para trabalhar na função que ele está trabalhando, ele vai estar publicando logo o processo de cassação”, acrescentou.  

 

O presidente, no entanto afirmou que a sessão foi marcada porque o Código de Ética determina a votação em 48h após apresentação do parecer da CCJ. 

 

“Primeiro que eu não vou entrar nessas balelas, nesses insultos. Quem paga meu salário é o povo e estou aqui cumprindo a minha obrigação como vereador eleito, como presidente dessa Casa”, afirmou. 

 

“Estou cumprindo o regulamento. Já disse outras vezes e vou repetir: não sou presidente da base, não sou presidente da oposição, sou presidente do Parlamento Municipal”.

 

Misael ainda destacou que Abílio terá todos o direito de defesa garantido durante a votação.

 

“Eu poderia ter colocar a votação para hoje. Mas, para que ele possa ter a ampla defesa, porque nós não vamos tirar o direito de defesa dele, a sessão foi marcada para amanhã”,  pontuou.

 

 

Fonte: midianews

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