Paranatinga, 11 de Novembro de 2019

Polícia

"FORTEMENTE ARMADOS"

Polícia: invasores de garimpo fazem parte do "Novo Cangaço"

Três ações serão tomadas para combater a nova invasão na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda

Publicado 04/01/2017 17:44:59


O delegado Gilson Silveira, de Pontes e Lacerda (220 km de Cuiabá), afirmou que os novos invasores do garimpo ilegal conhecido como Serra da Borda são integrantes de quadrilhas que agiam na modalidade "Novo Cangaço". 

 

“É um verdadeiro intercâmbio criminoso. Uma pessoa conhecida como Junão, preso por garimpo ilegal em Cáceres, está arregimentando pessoas do 'Novo Cangaço'. Eles estão fortemente armados. Estamos lidando com gente violenta. Há informações de que eles juraram policiais de morte e ofereceram a cabeça como troféu”, afirmou o delegado.

 

O "Novo Gangaço" é a modalidade de assalto a banco em que quadrilhas fortemente armadas invadem cidades, rendem as forças policiais, fazem reféns e fogem com dinheiro roubado. Nos últimos meses, este tipo de crime praticamente foi extinto em Mato Grosso.

 

Na última sexta-feira (30), o grupo invadiu a área federal, que havia sido desocupada por determinação da Justiça em novembro de 2015.

 

Não são simples garimpeiros, ou pedreiros, gente simples que entraram na serra antes. É um fator novo pela violência explícita

Eles chegaram ao local em vários carros e renderam oito seguranças de uma empresa mineradora.

 

No dia seguinte, policiais militares foram acionados para resgatar os profissionais, mas acabaram recebidos a tiros.

 

Houve confronto e os seguranças conseguiram escapar. No entanto, os PMs tiveram que recuar.

 

Conforme o delegado, os bandidos têm usado táticas de guerrilha para agir e há informações de que estejam armados com fuzis semiautomáticos 762 e estão em busca de uma metralhadora calibre .50 para atirar contra blindados e helicópteros.

 

“Temos informações de que há integrantes de facções criminosas. Não são simples garimpeiros, ou pedreiros, gente simples, que entraram na serra antes. É um fator novo pela violência explícita”.

 

Medidas

 

Três ações efetivas nas esferas administrativa, judicial e policial serão tomadas para combater a nova invasão na Serra da Borda. 

 

Os ministérios públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF) vão cobrar na Justiça Federal em Cáceres que as forças de segurança federais retirem os invasores da área e permaneçam no Município e que a União assuma o patrulhamento da área.

 

“A gente sabe das dificuldades da Polícia Federal de Cáceres em manter sozinha a segurança. Também vamos requerer na ação que a União indenize o município de Pontes e Lacerda pelas mazelas causadas pelo garimpo ilegal”, explicou o promotor Frederico César Batista Ribeiro.

 

Também ficou definido que, nesta semana, a Polícia Civil e a Polícia Militar vão reforçar a segurança em Pontes e Lacerda com o envio de força policial especializada e da inteligência. A ideia é garantir a segurança da população.

 

“As nossas tropas vão trabalhar em conjunto para dar o auxílio às forças de segurança federais e vão permanecer o tempo necessário”, comentou o secretário adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Segurança Pública, coronel Marcos Cunha.

 

A terceira medida é que o secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, irá até Brasília para colocar as forças de segurança estadual à disposição dos ministérios da Justiça e da Defesa para uma operação integrada de reintegração da área invadida, e que apoiará a Força Nacional e o Exército para a retirada dos invasores, independente da ação civil pública.

 

Entretanto, exigirá da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) que mantenha efetivo suficiente da Força Nacional no local após a operação, evitando assim novas invasões.

 

O delegado da Polícia Federal em Cáceres, Vagner de Moraes Alamino, disse também que vai solicitar reforços no Departamento de Polícia Federal, em Brasília.

 

“A PF está muito sensível a essa causa. A delegacia de Cáceres não tem como atuar sozinha e precisamos de ajuda de Brasília. A afronta desses invasores é muito grande. O negócio agora está diferente”.

 

Mineradora

 

Na ação civil pública, o promotor Frederico Ribeiro disse que também pedirá que o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) seja ágil em autorizar a lavra de ouro na Serra da Borda. Hoje ainda está apenas na fase de estudos.

 

“Embora a área seja da União, com tutela particular da mineradora, a indefinição sobre a exploração do minério tem causado problemas que desencadeiam na Segurança Pública da região, com o aumento de casos de roubos e furtos causados com a corrida pelo ouro. Antes tínhamos 160 presos, agora tem 260, 270”.

 

Fonte: Mídia News

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