Paranatinga, 16 de Janeiro de 2019

Polícia

“CABEÇA BRANCA”

PF: patrimônio de megatraficante pode passar de US$ 1 bilhão

Publicado 23/11/2018 10:13:21


A Polícia Federal estima que o patrimônio total do “megatraficante” Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca” – preso em julho de 2017 em Sorriso (a a 415 km de Cuiabá) -, é de mais de 1 bilhão de dólares.

 

A afirmação foi feita durante coletiva concedida na manhã dessa quinta-feira (22), após a deflagração da Operação "Sem Saída" - quarta fase da Operação Spectrum (que resultou na prisão do traficante) e que visa desarticular o patrimônio da organização criminosa comandada por ele.

 

O delegado da Polícia Federal, Elvis Secco, um dos coordenadores das investigações, relatou que, em dois anos de investigações sobre o patrimônio do “Cabeça Branca”, já foram rastreados US$ 138 milhões em bens.

 

“Em menos de dois anos [de investigação], nós temos uma movimentação financeira de US$ 138 milhões. Então, se multiplicarmos esse valor – que consideramos pouco – perto do montante total que ele construiu em 30 anos, nós não chegamos nem a 10% do patrimônio dele”, disse.

 

A Polícia estima que Luiz Carlos da Rocha atuou no tráfico internacional de drogas por pelo menos três décadas. Ele era responsável por abastecer países da Europa, por exemplo, com cocaína de alto grau de pureza.

 

Bens apreendidos

 

 

Se multiplicarmos esse valor [US$138 mi] – que consideramos pouco – perto do montante total que ele construiu em 30 anos, nós não chegamos nem a 10% do patrimônio dele

Até o momento, a operação da PF já apreendeu R$ 600 milhões em patrimônio da organização criminosa, somente em solo brasileiro. Dentre os bens sequestrados estão 16 fazendas em Mato Grosso que, somadas, representam uma área de aproximadamente 40 mil hectares.

 

Além disso, foram encerradas 41 empresas, apreendidas 42 mil cabeças de gado e sequestradas 31 fazendas em solo paraguaio. 

 

“A intenção e objetivo é ampliar e muito esse patrimônio. [...] É fazer quantas fases nós pudermos fazer, porque material para isso nós temos de sobra. [...] O que estimamos é que o patrimônio que ele tenha é muito maior que esse patrimônio de R$ 600 milhões, por causa desse ‘trabalho’ de 30 anos [com o narcotráfico]”, afirma o delegado. 

 

Conforme a autoridade há limitações referentes a análise de matéria apreendidos nas quatro fases das operações. “A cada fase que vai acontecendo, nós vamos acumulando conjunto probatório, ele é analisado e planeja-se uma fase. De maneira que ela tenha vinculação com outras fases, e de que ela tenha começo, meio e fim”, explicou o delegado.

 

"Modus operandi"

 

O modo de atuação do “megatraficante”, segundo a Polícia Federal, se dava em duas frentes. A primeira, pela compra de cocaína de países como Colômbia e Paraguai, recebendo a carga em Mato Grosso e encaminhando a droga a países do exterior – especificamente europeus.

 

“O modus operandi da atual fase do Luiz Carlos da Rocha era fazendo exportação de cocaína para Europa. Vocês façam as contas: 1,5 tonelada de cocaína ao preço de 30 mil a 40 mil euros o quilo. E isso é praticamente o que ele recebia, porque ele pagava muito pouco para quem estava com ele”, contou o delegado Roberto Biazzoli.

 

Segundo os cálculos do delegado, o traficante receberia em média R$ 225 mi por carga enviada.

 

No entanto, o megatraficante ainda agia “emprestando” a logística que conquistou em favor de outros traficantes. “Os traficantes diziam ‘me entrega a droga em tal lugar’”, disse delegado.

 

O serviço prestado a outros traficantes, no entanto, não ligam Luiz Carlos a facções criminosas. Isso porque a atuação dele no narcotráfico é anterior à criação dos grupos. “Esses clientes ‘nacionais’ obviamente existem, têm envolvimento com facção, e estão sob investigação”, disse o delegado.

 

Prisão em MT

 

"Cabeça Branca" foi preso em julho de 2017 e, desde então, a PF tem concentrado suas investigações na estrutura financeira utilizada pelo traficante para lavar o dinheiro oriundo do comércio de drogas.

 

Em maio deste ano, na terceira fase da operação, a PF prendeu sete doleiros suspeitos de terem atuado para "Cabeça Branca".

 

À época, a PF afirmou que havia fortes indícios de que parte do dinheiro lavado por "Cabeça Branca" via doleiros poderia ter abastecido o pagamento de propina a políticos.

 

Fonte: Mídia News

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