Paranatinga, 21 de Setembro de 2018

Polícia

MPE denuncia médica por homicídio, omissão de socorro e embriaguez

ATROPELAMENTO E MORTE | 12/09/2018 07:13:53


 

O Ministério Público Estadual denunciou a médica Leticia Bortolini pela morte do verdureiro Francisco Lucio Maia, ocorrida no dia 14 de abril de 2018. A Promotoria a acusa de quatro crimes.

 

A médica foi denunciada pelos seguintes delitos: homicídio doloso – dolo eventual; omissão de socorro; afastar-se do local do sinistro para fugir à responsabilidade e conduzir embriagada.

 

O documento, assinado pelo promotor de justiça Vinicius Gahyva, foi entregue nesta terça-feira (11) ao juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal da Capital.

Na denúncia, o MP requer que a médica seja citada para responder à acusação, “prosseguindo o feito nos seus ulteriores atos, com regular instrução, pronúncia, para, ao final, ser condenada pelo E. Tribunal do Júri Popular”, diz o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins.

MidiaNews

 

Promotor Vinicius Gahyva: "Mesmo tendo ingerido bebida alcoólica a denunciada assumiu a condução do veículo"


Conforme a denúncia, no dia 14 de abril de 2018, por volta das 19h35, na avenida Miguel Sutil, em frente a agência do Banco Itaú do bairro Cidade Verde, a médica, “conduzindo veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool, em velocidade incompatível com o limite permitido para a via, assim como assumindo o risco de produzir o resultado, matou a vítima Francisco Lucio Maia”.

Ainda segundo o MPE, a médica, após atropelar o verdureiro, deixou de prestar socorro imediato, bem como afastou-se do local do acidente para fugir à responsabilidade civil e penal.

 

Consta, ainda, que a denunciada, após a prática dos fatos, conduziu veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool.

“Segundo restou apurado, a denunciada Leticia Bortolini e seu esposo Aritony de Alencar Menezes, ambos médicos, na data dos fatos estiveram no evento denominado 'Braseiro' que, dentre outras características, operava no sistema open bar (consumo livre de bebida alcoólica), sendo que certamente permaneceram no local das 14 horas até aproximadamente 19h30. Mesmo tendo ingerido bebida alcoólica a denunciada assumiu a condução do veículo pertencente ao casal”, escreveu o promotor na denúncia.

Ele ainda cita que, além de estar com a capacidade psicomotora alterada em razão da ingestão de bebida alcoólica, a médica passou a imprimir velocidade incompatível com as vias públicas.

 

 

Ao trafegar pela Av. Miguel Sutil, nesta Capital, que tem por velocidade máxima permitida o limite de 60 km/h, a denunciada chegou a atingir a velocidade de 103 km/h

“Ao trafegar pela Av. Miguel Sutil, nesta Capital, que tem por velocidade máxima permitida o limite de 60 km/h, a denunciada chegou a atingir a velocidade de 103 km/h”.

De acordo com o MPE, “em dado instante, próximo ao canteiro central da Av. Miguel Sutil, a denunciada, sem acionar o mecanismo de frenagem, colidiu seu veículo contra a vítima que, em razão do forte impacto, foi arremessada por alguns metros à frente, batendo em um poste de concreto e, depois, em uma árvore".

 

"A denunciada, que dadas as condições supra delineadas já havia assumido o risco da produção do resultado em tela, e com ele não se preocupou, não parou o veículo para prestar socorro à vítima, omitindo-se, inclusive, de sua condição de profissional de saúde. Ademais, afastou-se do local do acidente, visando esquivar-se de sua responsabilidade civil e criminal”.


Na denúncia a Promotoria afirma que após atropelar o verdureiro a médica seguiu na condução do veículo, sob a influência de álcool, operando manobras em zigue-zague até a entrada do seu condomínio, no bairro Jardim Itália, conforme relato de testemunha.

 

 

Fonte: Midia News

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