Paranatinga, 13 de Dezembro de 2018

Polícia

17 ANOS

Feirante é condenado por matar prostituta após tentar estuprá-la

Publicado 05/10/2018 08:00:51


 

O feirante José Aparecido Batista da Costa foi condenado a 17 anos de prisão em regime inicialmente fechado, nessa terça-feira (2), pela tentativa de estupro e homicídio de uma garota de programa em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá).

 

A sentença foi proferida pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, Wagner Plaza Machado Junior.

 

O crime aconteceu no dia 17 de maio de 2007, quando José Aparecido levou a vítima, Vanderlete Ferreira dos Santos, até um matagal às margens da MT-130, em uma região conhecida como Macaíba, onde a matou e abandonou o corpo.

 

“É digno de nota o fato de o réu ter abandonado o corpo, o que levou ao estado avançado de putrefação, coberto por larvas e servindo de alimento a animais de toda espécie, impedindo o velório digno e a necessária despedida familiar”, afirmou o juiz, ao proferir a sentença.

 

É digno de nota o fato de o réu ter abandonado o corpo, o que levou ao estado avançado de putrefação, coberto por larvas e servindo de alimento a animais de toda espécie, impedindo o velório digno e a necessária despedida familiar

 

O magistrado ainda enfatizou a brutalidade do homicídio de uma mulher que tentava sustentar a família e ressaltou a dor causada aos parentes com a morte de Vanderlete no dia do aniversário de uma de suas filhas.

 

“O delito deixou consequências. Apesar de o evento morte ser essencial ao crime, [agrava] o fato de ter sido morta uma mãe, que sozinha lutava para sustentar seus filhos, sendo obrigada à prostituição por não possuir qualificações, somando-se à dor desmedida aos familiares em decorrência da morte bruta, gerando dor e trauma desmedido aos familiares e amigos, em especial a filha menor, posto que o crime ocorreu justamente em seu aniversário”, disse o magistrado, na sentença.

 

De acordo com o magistrado, as circunstâncias do crime merecem destaque, uma vez que o réu agiu de forma dissimulada, levando a vítima para um bar em um local muito afastado antes de tentar estuprá-la.

 

Além disso, segundo o juiz, José Aparecido cometeu o crime de tal forma que a perícia criminal não conseguiu apontar a causa da morte

 

"Soma-se a sua atitude covarde de abandonar o corpo no meio do matagal, em região por ele conhecidamente abandonada (segundo dados, o réu adquire produtos rurais naquelas fazendas), em local úmido e com muito calor, que implicou em acelerar o processo de decomposição.Tal atitude é repulsiva", afirmou o juiz.

 

O magistrado negou o direito do réu - que encontra-se solto - de recorrer em liberdade.

 

O crime

 

De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), que ofereceu a denúncia, antes de cometer o crime, o réu abordou uma outra prostituta em um ponto da cidade.

 

A mulher entrou em seu veículo e o questionou onde seria o local do programa. Quando o homem disse que o ato ocorreria “no mato”, ela se recusou a prestar o serviço, mas foi impedida pelo feirante de sair do carro. No entanto, a mulher conseguiu fugir quando o réu parou em um semáforo.

 

Não satisfeito, o homem foi atrás de outra prostituta, momento em que encontrou Vanderlete fazendo ponto próximo à sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela aceitou fazer o programa sexual e os dois partiram em direção à rodovia.

 

Em determinado momento, o condenado parou em uma lanchonete, na beira da estrada, onde ambos se sentaram em uma mesa e ingeriram bebida alcoólica por cerca de meia hora. Na sequência, o casal seguiu até a entrada da localidade de Macaíba.

 

Segundo o MPE, no local, o feirante passou a investir contra a mulher, tentando estuprá-la, “pois não pretendia pagar pelos serviços sexuais contratados”.

 

Vanderlete tentou resistir, mas foi arrancada do carro e levada a força até um matagal. Mesmo assim, conforme o MPE, José Aparecido não conseguiu estuprar a mulher. Ele, então, decidiu matá-la para que ela não o denunciasse à polícia.

 

O homem chegou a ser julgado em agosto de 2015, porém a defesa recorreu da sentença e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso anulou aquele julgamento.

 

Fonte: Mídia News

Publicidade Áudio

Anuncios

CURTA NOSSA FAN PAGE