Paranatinga, 18 de Fevereiro de 2019

Polícia

PREJUÍZO DE R$ 63 MIL

Empresária denuncia construtora por golpe: “É a pior sensação”

Publicado 27/01/2019 16:58:29


DA REDAÇÃO

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar golpes que estariam sendo aplicados por uma construtora, em Cuiabá. A investigação é conduzida pela Delegacia de Estelionato, mas ainda está no início.

 

Uma das vítimas é a empresária Pricila Mohn de Abreu, de 31 anos, que registrou um boletim de ocorrência na última segunda-feira (21).

 

Ela relatou ter contratado a empresa para instalação de ar-condicionado, central de alarmes e outros serviços em seu bistrô, em um shopping da Capital, chegando a pagar R$ 63,7 mil depois de exigências dos donos da construtora.

  

De acordo com Priscila, o serviço foi contratado junto à construtora no dia 14 de novembro. A empresária contou que, no primeiro momento, pagou R$ 36 mil via transferência bancária para que a obra tivesse início.

 

“Começaram a fazer o serviço, trouxeram uma máquina, mas logo a dona da construtora pediu mais dinheiro para comprar o restante do maquinário. Dei dois cheques, mas ela disse que não conseguiu trocá-los”, disse.

 

Como acreditou que o serviço seria realizado, a empresária trocou os cheques e depositou mais R$ 27 mil para os donos da construtora.

 

Pedi o contato dos fornecedores para eu mesma realizar a compra e ela se recusou a me passar. Depois pararam de me responder e atender minhas ligações

 

Após pagar o valor para construtora, o bistrô de Pricila passou por uma vistoria da equipe do shopping, localizado na Avenida Miguel Sutil, onde a empresa está instalada. A empresária contou que o maquinário comprado pela construtora foi desqualificado pela equipe técnica.

 

“Questionei a dona sobre isso e ela começou a me enrolar, disse que o fornecedor enviaria a máquina certa”, disse.

 

Foi então que um homem entrou em contato com a empresária, dizendo ser marido e sócio da dona da construtora.

 

Sem nenhuma solução do suposto sócio, Pricila foi até o endereço físico da construtora. Quando chegou ao local, se deparou com uma residência.

 

“Não tinha placa, nada informava que ali funcionava uma construtora. O marido dela mora na casa, mas ninguém me atendeu. A dona da construtora chegou a ficar brava porque fui até lá. Ela disse que estava em São Paulo comprando o restante do maquinário”, lembrou.

 

A empresária contou que decidiu continuar acreditando que o serviço seria entregue. No dia 1º de janeiro, os donos entraram em contato com Pricila e agendaram uma reunião. 

 

De acordo com ela, eles disseram que até o dia 20 de janeiro a obra seria concluída.

 

“Disseram que as fábricas estavam em recesso e me pediram desculpa. Porém, durante os 20 dias trocaram apenas alguns bicos de incêndio e não levaram o novo maquinário”, contou.

 

 

O que eles executaram não corresponde nem a 20% da obra, seria mais ou menos o valor de R$ 10 mil. Tive que arcar com essa despesa e o aluguel do espaço, que está fechado

Foi então que a empresária começou a desconfiar da conduta dos sócios. Quando o prazo de entrega estava se encerrando, a construtora pediu que Pricila depositasse mais dinheiro.

 

“Pedi o contato dos fornecedores para eu mesma realizar a compra e ela se recusou a me passar. Depois pararam de me responder e atender minhas ligações. Por isso decidi registrar o BO”, contou.

 

Quando foi até a delegacia, a empresária descobriu que outras pessoas foram vítimas de estelionato por parte da construtora.

 

Para conseguir abrir o bistrô, Pricila precisou contratar outra construtora e desembolsar mais R$ 55 mil.

 

“O que eles executaram não corresponde nem a 20% da obra, seria mais ou menos o valor de R$ 10 mil. Tive que arcar com essa despesa e o aluguel do espaço, que está fechado”, disse.

 

No último contato em que um dos donos da construtora fez com Pricila, ele teria pedido mais dinheiro e chegou a perguntar quando ela “iria arrumar mais”.

 

“É a pior sensação que existe. Estou pagando um aluguel sem poder colocar o bistrô para funcionar. Na última conversa, quando ele me pediu dinheiro, disse que o caso já estava com o meu advogado”, desabafou.

 

 

Fonte: Mídia News

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