Paranatinga, 24 de Março de 2019

Polícia

OPERAÇÃO IPPON

Defaz faz apreensões atrás de provas de desvios em projetos sociais para jovens

Publicado 27/11/2018 11:44:54


A Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) deflagrou nesta terça (27) a Operação Ippon para combater desvio de recursos na Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano da Prefeitura de Cuiabá.

Informações preliminares dão conta que fraudes ocorreram durante a gestão Mauro Mendes (DEM) e continuam ocorrendo na atual gestão, de Emanuel Pinheiro (MDB).  

A operação é baseada em investigação para apurar desvios de recursos públicos  na pasta entre os anos de 2014 a 2017. Dá cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão, um deles na secretaria e os demais em residências da Capital.

A denúncia aponta desvios por meio de convênios firmados pela Prefeitura de Cuiabá e o Instituto Mato-grossense de Artes, Cultura e Desporto (IMACD). O instituto é acusado de criar projetos que em tese beneficiariam crianças e adolescentes em risco social, mas há informações de que emitia notas fiscais fraudulentas para legalizar desvios de verbas públicas.

A Operação Ippon recebeu esse nome em alusão a expressão utilizada em competições de artes marciais para atribuir um golpe perfeito.

A delegada Maria Alice Barros Amorim fala que o desvio apurado é de R$ 341 mil na área social. 

Denunciante

Uma das irregularidades foi denunciada por uma mulher de 35 anos que estranhou a seguinte situação. Na condição de conselheira social, foi cobrada a prestar contas de um recursos repassado ao Instituto IMACD, para execução de projetos sociais, em parceira com a Prefeitura, sendo que nunca teve acesso ao dinheiro.  Sendo assim, registrou boletim de ocorrência em janeiro de 2017 para se proteger.

Consta no BO, que em 2016, a denunciante foi procurada por Nulce Maria Sebastiana Martins Pereira, que se dizia presidente do IMACD, para participar voluntariamente, sem ônus, do conselho fiscal do instituto, que ainda não tinha uma sede.

A promessa era que Nulce ia “firmar” a sede do instituto em breve. De boa fé, a mulher assinou a ata de composição dos membros do instituto em 20 de maio de 2016. Entretanto, passados cinco meses Nulce não realizou qualquer processo burocrático para tal.

Desconfiada, a mulher pediu desligamento, Nulce disse que providenciaria mas nunca fez ata para desligá-la. “Encerrou o ano de 2016 sem a sede, sem o alvará da prefeitura, sem nenhuma reunião com os membros do instituto, sem relatório mensal ou anual, sem apresentação do balancete com os membros do instituto”, diz trecho do BO registrado.

No final do mês de novembro, Nulce começou a cobrar prestação de contas a ela de um dinheiro que o instituto teria passado a ela. Entretanto, garante não ter acesso às contas do IMACD, não sabe como procedeu a entrada ou não do dinheiro e a execução de programas ou aquisição ou doação de algum bem.

A versão está sendo investigada nesta operação.

O nome de Nulce Maria Sebastiana Martins Pereira consta na lista de 460 funcionários comissionadosdemitidos pela Câmara de Vereadores de Cuiabá em outubro de 2017.

Outro lado

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, emitiu nota afirmando que determinou ao secretário Wilton Coelho e demais servidores da Secretaria que colaborem com documentos, informações e o que mais for necessário ao trabalho da polícia.

De acordo com Emanuel, a administração do município é a maior interessada no resultado da averiguação e, por este motivo, a Procuradoria Geral já está acompanhando o caso.

Ele reforça que aguardará a finalização do procedimento para tomar um posicionamento concreto e adotar as medidas cabíveis em relação ao suposto envolvimento de funcionários municipais.

O ex-prefeito Mauro Mendes, governador eleito, por meio de sua assessoria, disse que não irá se manifestar.

 

Fonte: RDnews

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