Paranatinga, 23 de Julho de 2019

Polícia

PÂNICO EM CÁCERES

Aluno que sugeriu massacre em escola chora e se diz arrependido

Publicado 19/03/2019 09:01:10


 

O adolescente de 17 anos - que criou um grupo no aplicativo de mensagens "Telegram" onde anunciava a ideia de um massacre na Escola Estadual União e Força, em Cáceres (a 234 km de Cuiabá) - chorou muito e afirmou estar “arrependido da brincadeira de mau gosto” durante interrogatório na Polícia Civil.

 

A denúncia do caso foi feita à polícia pelo pai de um aluno da unidade escolar na sexta-feira (15). Ele afirmou que o filho foi adicionado em um grupo do aplicativo nomeado como: "Massacre no União e Força".

 

Ao MidiaNews, o delegado responsável pela investigação Alex Cuyabano, contou que o adolecente que criou o grupo afirmou, durante interrogatório, ter “envergonhado muito os pais”.

 

“Nós ouvimos vários menores da escola. Quem criou o grupo está muito arrependido, chorou bastante, acha que envergonhou muitos os pais e que foi uma brincadeira de mau gosto”, disse.

 

Ainda segundo o delegado, após as investigações da polícia, foi descartado o risco de planejamento de um massacre na escola estadual.

 

 

Nós ouvimos vários menores da escola. Quem criou o grupo está muito arrependido, chorou bastante, acha que envergonhou muitos os pais e que foi uma brincadeira de mau gosto

O jovem afirmou ter criado o grupo após ver outros grupos de escolas comentando sobre o massacre na Escola Professor Raul Brasil, no município de Suzano, em São Paulo, realizado por Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25 - que se suicidaram logo após o ataque.

 

Uma hora após a criação, o grupo foi excluído pelo próprio adolescente, segundo o delegado.

 

“O grupo criado durou uma hora só e ele mesmo deletou. Não há nenhuma descrição de uma ‘arquitetação’ de um plano para atacar a escola. Foi mais uma brincadeira de mau gosto”, explicou.

 

Alex Cuyabano também afirmou que a “brincadeira” do adolescente causou grande pânico no município e nos alunos da unidade escolar.

 

Sindicância

 

Ao todo, 14 estudantes de grupo de 18 integrantes do grupo foram ouvidos pela Polícia Civil. Todos tinham entre 15 e 17 anos de idade.

 

Os envolvidos no grupo não têm histórico de infrações penais ou mesmo ocorrências no âmbito escolar, segundo o delegado.

 

Mesmo assim, uma sindicância de apologia ao crime foi lavrada e será encaminhada ao Ministério Público Estadual, para a tomada das medidas cabíveis em relação aos menores.

 

"Não foi observada uma letalidade maior que essa, algo que fosse arquitetado, um plano de ataque, nada nesse sentido. Foi mais uma brincadeira de jovens”, explicou o delegado.

 

Reprodução

 

Grupo no Telegram foi excluído uma hora após criação, segundo o delegado

A Coordenação da escola também deverá realizar avaliação psicológica em todos os alunos que participaram do grupo no Telegram. 

 

O caso

 

O pai relatou os fatos à diretora da escola, que decidiu registrar um Boletim de Ocorrência na tarde de sexta-feira (15).

 

"A comunicante comparece neste Cisc para informar que na referida escola tem um aluno que está fazendo apologia ao crime. Aluno este que criou um grupo no Telegram onde já tem 18 membros", diz trecho do BO.

 

No documento também foram anexados imagens de um dos trechos da conversa. Em um das imagens, é possível ver que uma pessoa brinca com o episódio de Suzano, classificando os assassinos como "amadores".


Outro integrante do grupo ainda questiona: "Vamos fazer o massacre mesmo?"

 

 

Não foi observada uma letalidade maior que essa, algo que fosse arquitetado, um plano de ataque, nada nesse sentido

Tragédia em Suzano


Na quarta (13), dois jovens mataram sete pessoas na Escola Estadual Raul Brasil. Antes do ataque, um deles matou o próprio tio, dono de uma loja de automóveis em Suzano (SP).

 

Entre os mortos haviam cinco alunos e dois funcionários da escola.


Os assassinos foram identificados como ex-alunos do colégio. A Polícia diz que os dois tinham um "pacto" segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.

 

O Ministério Público de São Paulo investiga se uma organização criminosa que atua através de um fórum na Deep Web está por trás do massacre ocorrido em São Paulo.

 

Fórum Dogolachan

 

O fórum que era frequentado pelos assassinos é conhecido por reunir pessoas que discutem abertamente assuntos como prática de crimes, violação de direitos humanos, além de racismo e misoginia.

 

A plataforma pode ser encontrada na 'Deep Web' e é muito difícil de rastrear qualquer um dos membros justamente pela criptografia utilizada.

 

Após o ocorrido, a dupla passou a ser tratada como heróis pelos frequentadores do fórum.

 

Fonte: Mídia News

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