Paranatinga, 19 de Novembro de 2017

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Várzea-grandense de 22 anos morre em incêndio na Suíça

O incêndio aconteceu no último domingo e a mãe acusa bombeiros de negligência

TRAGÉDIA NO EXTERIOR | 28/04/2017 10:42:05


Amannda Rodrigues (detalhe), que morreu em um incêndio

A varzea-grandense Amannda Rodrigues, de 22 anos, morreu no último domingo (23), vítima de um incêndio na cidade de Payerne, na Suiça. Ela foi a única vítima fatal de um incêndio que destruiu três prédios.

 

A informação foi confirmada  ao MidiaNews por uma prima da jovem.

 

De acordo com o jornal "24 heures", 15 pessoas foram resgatadas com vida, incluindo um bebê. As autoridades locais informaram ter encontrado o corpo da brasileira, já sem vida, após o fim do combate às chamas.

 

Segundo o site Extra Online, a mãe da jovem, a técnica de enfermagem Marciléia Rodrigues, de 41 anos, que também mora no país europeu, acusa os bombeiros de negligência. Ela diz que alertou sobre a presença de Amannda no prédio, mas os agentes decidiram combater o fogo antes de resgatá-la.

 

“Ainda não tinha fogo no apartamento dela, mas tinha muita fumaça. Dava tempo de eles terem tirado minha filha de lá com vida, mas foram primeiro combater o fogo. Eu gritava, suplicava aos bombeiros para entrarem logo e tirarem ela de lá, porque ela não estava mais conseguindo respirar. Minha filha só perdeu a vida por negligência dos bombeiros e dos policiais”, disse Marcileia, em um vídeo publicado nesta quinta-feira, no Facebook.

 

Ainda conforme o Extra, testemunhas da tragédia ouvidas por outro jornal suíço, o "20 minutes", corroboram a versão de Marciléia, de que os agentes foram avisados sobre a presença da jovem no local. “Ainda ouço os gritos da mulher: ‘Tirem minha filha de lá!’. Também lembro de ter visto um jovem vestido de amarelo que, aparentemente, queria ir lá dentro salvar a pessoa. A polícia teve dificuldade para contê-lo”, conta um adolescente à publicação.

 

Jovem acordou com fumaça

 

As chamas começaram às 15h26, no prédio onde a brasileira morava. Os bombeiros chegaram rapidamente ao local, mas só conseguiram apagar as chamas às 19h15, quase quatro horas depois.

 

Amannda trabalhava como auxiliar de dentista e, nos fins de semana, fazia bicos em casas noturnas. Ela havia dado expediente até de madrugada, naquele domingo, e estava dormindo quando o fogo começou. A mãe de Amannda diz que conversou com a jovem pelo celular até os últimos momentos de sua vida.

 

“Minha filha me ligou quando o incêndio começou e eu levei um minuto para chegar na porta do apartamento dela. O incêndio começou pequeno, no andar de baixo, e ainda não estava dentro da casa dela. Conversei com ela até o último momento. Os bombeiros demoraram mais de 40 minutos para chegar. Deixaram ela se esvair nas labaredas do fogo. Agora fico eu aqui com a dor da perda da minha filha. Quem vai trazer ela de volta para mim? Não posso sequer dar um enterro digno, porque ela foi carbonizada”.

 

Até quinta-feira as autoridades locais não tinham identificado as causas do incêndio. Segundo o "20 miuntes", desde abril de 2016, onze incêndios que resultaram em danos ocorreram em Payerne.

 

Procurado, o Ministério das Relações Exteriores não se manifestou sobre o caso até a publicação desta reportagem.

 

 

Fonte: Mídia News

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