Paranatinga, 08 de Abril de 2020

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Itália tem mais 743 mortes em 24 horas por coronavírus e têm 6.820 falecimentos

Publicado 24/03/2020 18:33:27


Paranatinga News 

 

O número de mortos por coronavírus voltou a aumentar nesta terça-feira (24) na Itália, com 743 falecimentos, após dois dias de queda, mas o número de contágios parece confirmar sua desaceleração, segundo o balanço da proteção civil.

 

O último balanço indica um aumento de 8% nos casos (cerca de 70.000 no total), como segunda-feira, ou seja, um dos mais baixos desde a chegada da pandemia na Itália.

 

MUNDO

 

O novo coronavírus provocou ao menos 18.259 mortes no mundo desde que apareceu em dezembro, segundo um balanço da AFP baseado em fontes oficiais, nesta terça-feira (24) às 16h de Brasília.

 

Desde o começo da epidemia foram contabilizados mais de 404.020 casos de contágio em 175 países ou territórios. O número de casos positivos diagnosticados apenas reflete uma parte da totalidade de contágios, por causa das políticas diferentes entre os países em relação a diagnosticar os casos. Alguns só o fazem com pessoas que precisam de hospitalização.   

 

Em 24 horas foram registradas 2.113 novas mortes e 42.510 infecções no mundo. 

 

No período, os países com mais mortes foram Itália, com 743 novos óbitos, Espanha, com 514, e França, com 240.

 

O número de mortos na Itália, que teve o primeiro falecimento relacionado ao vírus no final de fevereiro, aumentou para 6.820, e o país registrou 69.176 infectados.

 

Desde a última segunda-feira foram registradas 743 mortes e 5.249 novas infecções. As autoridades italianas consideram que 8.326 pessoas se recuperaram. 

 

A China continental, sem contar Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, tem um total de 81.171 pessoas contagiadas, das quais 3.277 morreram e 73.159 se recuperaram totalmente. 

 

Nas últimas 24 horas, foram registrados 78 novos casos e 7 mortes.

 

Depois da Itália e da China, os países mais afetados são a Espanha, com 2.696 mortos e 39.673 casos; o Irã com 1.934 mortos e 24.811 casos; a França com 1.100 mortos e 22.302 casos; e os Estados Unidos, com 600 mortos e 49.768 casos. 

 

Desde segunda, Arábia Saudita, Islândia e Cabo Verde anunciaram as primeiras mortes vinculadas ao novo coronavírus em seu território. Mianmar diagnosticou seu primeiro caso.

 

Na terça, às 19h GMT (16h de Brasília), e desde o começo da epidemia, a Europa somava 212.842 casos, com 11.921 mortos, a Ásia tinha 98.895 casos, com 3.753 mortes, os Estados Unidos e o Canadá apresentavam 51.847 casos, e 624 mortes. 

 

O Oriente Médio registrou 29.508 casos e 1.972 mortes, seguidos da América Latina e Caribe, com 6.567 casos e 98 mortes, Oceania com 2.225 casos e 9 mortes, e a África com 2.137 casos e 62 mortes.

 

Este balanço foi realizado utilizando dados das autoridades nacionais, compilados pelos escritórios da AFP e usando informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

 

A disseminação do novo coronavírus pelos Estados Unidos pode fazer com que o país passe a Europa e vire o novo epicentro da pandemia, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (24).

 

Os casos confirmados nos EUA explodiram em poucos dias. No começo de março, eram menos de cem, na semana passada chegaram a 5.000, e agora são mais de 40 mil registros e 537 mortos.

 

Segundo a porta-voz da OMS, Margareth Harris, nas últimas 24 horas, 85% dos novos casos diagnosticados no mundo são provenientes dos EUA e da Europa, 40% deles em território americano.

 

Analistas acreditam que deve haver uma escalada ainda mais vertiginosa à medida que cresce também o número de testes feitos nos estados, após semanas de atrasos de resultados e falta de material para executar os exames em hospitais e laboratórios.

 

Os primeiros diagnósticos confirmados do coronavírus foram na China, mas o holofote passou para a Europa –com a Itália recordista em casos e mortes– e agora a bússola parece estar se voltando aos EUA. Oficialmente, a OMS contabilizava 334 mil casos no mundo até segunda-feira, com 14,5 mil mortes.

 

"Mas devemos nos preparar para um salto importante com bases nos dados que recebemos ao longo da noite [de segunda-feira]", completou Harris.

 

As autoridades de saúde nos EUA priorizavam realizar o teste em pessoas que apresentassem os principais sintomas (febre e tosse seca) e haviam estado em contato direto com pacientes com diagnóstico positivo para o coronavírus. A morosidade do processo é outro fator que pode atrasar a atualização dos casos confirmados.

 

A previsão inicial é de cinco a sete dias para receber o resultado nos EUA mas, em Washington, por exemplo, esse prazo pode ser de mais de uma semana ou simplesmente não existir.

 

Até o fim da semana passada, 170 mil testes haviam sido feito nos EUA, segundo a Casa Branca, enquanto a Coreia do Sul, país com população seis vezes menor que a americana, tinha realizado 300 mil exames no mesmo período.

 

Com o crescimento exponencial dos casos em território americano, o presidente americano, Donald Trump, que inicialmente havia negligenciado a gravidade da crise, declarou emergência nacional no país, guerra ao que chamou de "inimigo invisível" e recomendou medidas de isolamento que implicaram no fechamento de escolas, bares, restaurantes, comércio e deixaram as ruas das grande cidades americanas praticamente desertas.

 

Trump aplicou um roteiro de isolamento social rigoroso para o país até 30 de março mas, depois disso, afirmou que vai avaliar o caminho a ser adotado nacionalmente. Desde a madrugada de segunda-feira (23), Trump tem dado indícios de querer flexibilizar medidas de distanciamento social que estão em vigor no país e já afetam 40% da população.

 

Sem dar detalhes, o presidente disse nesta terça-feira (24) à Fox News que quer ver os EUA reabertos até a Páscoa, ou seja, em menos de 20 dias, apesar de o protocolo de isolamento ser a principal orientação de organizações de saúde para impedir a propagação do vírus enquanto não há vacinas ou tratamentos disponíveis.

 

"Nosso povo quer retornar ao trabalho", escreveu Trump em seu Twitter em meio ao anúncio da organização. "Eles [americanos] vão praticar o distanciamento social e tudo o mais, e idosos serão monitorados de forma protetora e amorosa. Podemos fazer as duas coisas. A cura não pode ser pior (de longe) do que o problema."

 

O presidente se preocupa com o impacto que a paralisia econômica pode levar à sua campanha à reeleição, mas especialistas –inclusive de dentro do governo– dizem que relaxar qualquer medida de isolamento agora pode aumentar significativamente o número de mortos pela pandemia no país.

 

Ao mesmo tempo, governadores dos estados mais atingidos, como Nova York, Califórnia e Nova Jersey, têm implementado regras mais agressivas para tentar impedir o avanço do vírus. Nenhum deles proibiu completamente as pessoas de saírem de casa, mas o isolamento está em voga em pelo menos 16 dos 50 estados americanos.

 

Nova York, que concentrava 20 mil casos nesta terça-feira, ou seja, quase metade do total de infectados nos EUA, é um dos que têm lançado mão de medidas mais rigorosas.

 

Diante dos 157 mortos até aqui, o governador democrata Andrew Cuomo pediu o fechamento de tudo o que não fosse essencial e que as pessoas na rua ficassem no mínimo a dois metros de distância umas das outras.

 

Além das orientações de isolamento que agora ele mesmo ameaça afrouxar, Trump suspendeu os voos da China, Irã e Europa com destino aos EUA e decretou o fechamento parcial da fronteira americana com o México e o Canadá. Somente o tráfego essencial é permitido e, segundo o presidente, a restrição não vai atrapalhar o comércio entre os países.
O governo ainda enviou ao Congresso um pacote de emergência fiscal que pode chegar a até US$ 1,8 trilhão, incluindo o pagamento direto de dinheiro aos americanos.

 

Um dos chefes das negociações com os parlamentares, o secretário do Tesouro Steven Mnuchin, diz estar trabalhando para que a economia dos EUA não sinta o impacto tão brusco em meio à pandemia. Ele, que é um dos principais auxiliares do presidente, segue defendendo de 10 a 12 semanas de isolamento.

 

 

 

 

 

Fonte: o tempo

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