Paranatinga, 20 de Novembro de 2017

Mato Grosso

Taques: “Ex-secretários precisam fazer a defesa deles primeiro”

VOLTA AO GOVERNO | 01/11/2017 23:34:50


Nos dois eventos dos quais participou nesta quarta-feira (1º), o governador Pedro Taques (PSDB) preferiu não dar muitas declarações à imprensa sobre a decisão proferida pelo ministro Mauro Campbel, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinando a soltura de ex-secretários de Estado presos por suposto envolvimento no esquema de grampos ilegais.

 

Na última terça (31), o ministro revogou as prisões de Paulo Taques (ex-Casa Civil); do coronel Airton Siqueira (Justiça e Direitos Humanos); do coronel Evandro Lesco (Casa Militar) e de Rogers Jarbas (Segurança Pública).

 

“Eles têm que fazer a defesa deles primeiro”, disse Taques, ao ser questionado se existe a possibilidade de algum dos ex-secretários voltar a fazer parte de seu staff.

 

O governador também evitou falar sobre qualquer tipo de satisfação com relação à decisão ou mesmo se tal decisão pode ser encarada como uma vitória pelos investigados.

 

“Justiça tem que ser feita”, limitou-se a responder o governador. Perguntado se neste caso em específico a Justiça foi feita, ele apenas repetiu: “Justiça tem que ser feita”.

 

Decisão do STJ

 

Além dos ex-secretários de Estdao, o ministro Mauro Campbell também determinou a soltura da personal trainer Helen Christy Carvalho Dias Lesco, esposa de Lesco; do sargento João Ricardo Soler e do major Michel Ferronato.

 

Na decisão, Campbell pontuou que as prisões dos alvos da Operação Esdras deixaram de ser necessárias após os inquéritos sobre o caso serem encaminhados ao STJ.

 

As apurações sobre os grampos foram levadas à instância superior após pedido do governador Pedro Taques (PSDB), que é um dos investigados e tem prerrogativa de foro na Corte Superior.

 

Diante da decisão, somente permanecem presos, em razão dos grampos clandestinos no Estado, o coronel Zaqueu Barbosa, ex-comandante da Polícia Militar, e o cabo Gerson Luiz Corrêa. Os dois foram presos em 23 de maio, durante as investigações feitas pelo Inquérito Policial Militar (IPM) sobre o caso.

Fonte: Midia News

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