Paranatinga, 14 de Dezembro de 2017

Mato Grosso

Suspeito de atirar em policial tem 4 passagens por assassinatos

PERIGOSO | 22/11/2017 07:32:52


A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, ainda está à procura do nono e último suspeito de participar do sequestro da empresária Milene Falcão Eubank, em Cuiabá.

 

O criminoso foi identificado como Kelves Gonçalves da Silva, conhecido como “Kelvinho”, de 28 anos, que tem uma extensa ficha criminal.

 

Pela lei, o suspeito deveria estar preso, já que há contra ele há ao menos três condenações, além de inquéritos por crimes graves em andamento.

 

Ele já foi condenado a 18 anos de prisão por um homicídio na Capital e responde por outros três assassinatos. Kelvinho também já foi condenado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma.

 

Ainda não se sabe quando e nem por que ele foi solto.

 

A empresária foi sequestrada na sexta-feira (17), por volta das 17h30, no Bairro Quilombo. A Polícia Civil conseguiu estourar o cativeiro e resgatá-la por volta das 3 horas da madrugada de sábado.

 

Na ocasião, houve troca de tiros entre policiais e bandidos. O investigador Sidney Ribeiro dos Santos, da Polícia Civil, foi atingido no rosto.

 

Conforme o delegado da GCCO, Diogo Santana de Souza, Kelvinho é o principal suspeito de ter baleado o policial. Ele conseguiu fugir após a troca de tiros.

 

O delegado assegurou que as buscas não cessarão até a sua prisão.

 

Conforme ele, a operação conta com o apoio das unidades da Diretoria Metropolitana, Diretoria de Atividades Especiais (DAE) e da Polícia Militar.

 

Ficha

 

Segundo a Polícia Civil, Kelvinho é membro de uma facção criminosa e já esteve preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

 

O último crime que pesa contra ele é o assassinato do taxista Douglas da Silva, de 34 anos, ocorrido em agosto.

 

Naquela ocasião, quatro criminosos torturaram e mataram o taxista. O crime foi filmado e as imagens, enviadas à família da vítima pelo aplicativo WhatsApp.

 

De acordo com a Polícia Civil, o corpo do taxista foi encontrado em uma região de mata, próximo ao aterro sanitário de Cuiabá, que fica no Bairro Barreiro Branco. Ele estava caído próximo ao carro dele.

 

Douglas tinha um corte profundo no peito em direção ao coração e no pescoço. A suspeita é de que uma rixa entre facções criminosas tenha motivado o crime.

 

O rapaz também é acusado de ter matado Duaney Pereira dos Santos, em março de 2011.

 

De acordo com denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), no dia do crime, Kelvinho e um comparsa desferiram vários chutes, socos e pontapés na vítima.

 

“Ainda insatisfeitos, conduziram-na até um lugar ermo, onde voltaram a golpeá-la – desta vez, mediante o emprego de uma faca –, culminando com a sua morte. Em seguida, atearam fogo ao seu corpo, que só foi encontrado dois dias após o evento delitivo”, diz trecho do processo.

 

Pesa ainda contra Kelvinho o assassinato de Jucenil Oiveira dos Santos, em outubro de 2010, no Bairro Novo Paraíso, na Capital.

 

Conforme o MPE, na ocasião, ele e um comparsa", “valendo-se de arma de fogo não apreendida nos autos, desferiram vários tiros contra a vítima”.

 

Ainda segundo o MPE, a suspeita é DE que uma dívida de drogas tenha motivado o crime.

 

Kelvinho também é acusado pela morte de RomÁrio da Silva Gama. O processo desse caso está em segredo de Justiça.

 

Condenações

 

Em 2013, o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Kelvinho a 18 anos de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato de Duaney Pereira.

 

Ele recorreu ao Tribunal de Justiça, alegando que “houve decisão manifestamente contrária à prova dos autos”.

 

A Primeira Câmara Criminal do TJ acatou parcialmente o recurso, tão-somente para readequar a pena e fixá-la em 16 anos e quatro meses de reclusão.

 

Em 2014, Kelvinho foi condenado pelo Juízo da 8ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá a três anos de reclusão, por porte ilegal de arma de uso restrito, em regime inicial aberto.

 

Já em 2016, ele  foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto por tráfico de drogas e uso de documento falso.

 

 

Fonte: Midia News

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