Paranatinga, 18 de Novembro de 2017

Mato Grosso

Selma determina retirada de tornozeleira eletrônica instalada em Valdir Piran

SEM TORNOZELEIRA | 20/10/2017 01:47:14


A juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou no dia 18 de outubro o relaxamento das medidas cautelares contra o empresário Valdir Piran. O réu na quarta fase da Operação Sodoma está autorizado a retirar sua tonozeleira eletrônica.
 
Na Sodoma, quarta fase, as diligências realizadas evidenciaram que o pagamento da desapropriação do imóvel conhecido por Jardim Liberdade, localizado nas imediações do Bairro Osmar Cabral, na capital, no valor total de R$ 31.715.000,00 à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários Ltda, proprietária do imóvel, se deu pelo propósito específico de desviar dinheiro público em benefício da organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa.

De todo o valor pago pelo Estado na desapropriação, metade, ou seja, R$ 15.857.000,00, retornaram via empresa SF Assessoria e Organização de Eventos, de propriedade de Filinto Muller. O valor seria em prol do grupo criminoso.

De acordo com a investigação, a maior parte do dinheiro desviado no montante de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) pertencia a Silval Barbosa, ao passo que o remanescente foi dividido entre os demais participantes.

Ficou comprovado na investigação que, além de Silval Barbosa, participaram da fraude Pedro Jamil Nadaf (ex-secretario chefe da Casa Civil), Francisco Gomes de Andrade Lima Filho (procurador de Estado aposentado), Marcel de Cursi (ex-secretario de fazenda), Arnaldo Alves De Souza Neto (ex-secretario de planejamento), Afonso Dalberto (ex-presidente do Intermat), além do proprietário do imóvel Antonio Rodrigues Carvalho, seu advogado Levi Machado, o operador financeiro do grupo criminoso, Filinto Muller, e os empresários Valdir Piran e Valdir Piran Junior, pai e filho.
 

Fonte: Olhar Jurídico

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