Paranatinga, 14 de Dezembro de 2018

Mato Grosso

EIG & PROPINA

“Por que não anularam esse contrato antes?”, questiona Taques

Publicado 21/05/2018 12:56:54


O governador Pedro Taques (PSDB) voltou a dizer que sua gestão não está relacionada ao suposto esquema de fraudes e propina descoberto no contrato entre a EIG Mercados e o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT).

 

As irregularidades são investigadas na Operação Bereré, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

 

Em conversa com a imprensa, o tucano afirmou ter feito o possível para auditar e até rescindir a parceria. E questionou as razões de o contrato não ter sido anulado antes.

 

“Eu não vi a denúncia ainda. Mas vou fazer questão de ler. Quero saber qual ato nosso governo deixou de praticar, porque, desde o primeiro dia, nós iniciamos as tratativas a respeito desse contrato. O decreto 02 manda fazer as auditorias nos contratos. O Rogers [Jarbas, ex-presidente do Detran] fez tudo que podia fazer nesse contrato. A Controladoria também. Aliás, a nossa administração diminuiu os ganhos desta empresa”, disse.

 

 

Queria perguntar por que não anularam esse contrato antes da nossa administração? Por que não tomaram providências? Nossa administração fez isso

“Queria perguntar por que não anularam esse contrato antes da nossa administração? Por que não tomaram providências? Nossa administração fez isso e fez também em relação aos lacres que custavam R$ 22 e diminuímos para R$ 0,22. A pergunta é por que não fizeram antes?”, questionou.

 

Taques afirmou ter colocado todos os atos realizados pelo Governo no decreto de intervenção no contrato da EIG com o Detran.

 

“Quero saber qual o ato que nossa administração praticou ou deixou de praticar, porque fomos ao Ministério Público, perguntando sobre o rompimento do contrato. Temos atas disso. Estão todos os atos relacionados no decreto de intervenção. Como diz o cuiabano: tim-tim, por tim-tim”, afirmou.

 

O governador preferiu não comentar, também, a lista de 58 pessoas denunciadas criminalmente pelo MPE por supostamente estarem envolvidas com o esquema.

 

Na relação, além dos primos do governador, o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e o advogado Jorge Zamar Taques, estão cinco deputados estaduais da base governista, entre eles o líder do Governo, Wilson Santos (PSDB).

 

“Eu não quero julgar a denúncia do Ministério Público, que é uma instituição importante para a democracia. Eles têm uma contribuição gigantesca para Mato Grosso. Mas eu, como cidadão e governador, tenho direito de ler. Vou ler e, aí, responder os senhores”, completou.

 

A denúncia

 

Na tarde de quarta-feira (16), o Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra 58 pessoas supostamente envolvidas com o esquema de fraudes investigados na Operação Bereré e Bônus.

 

Entre os denunciados, além de Wilson e Eduardo Botelho, estão os deputados estaduais Mauro Savi (DEM), José Domingos Fraga (PSD), Baiano Filho (PSDB), Nininho (PSD) e Romoaldo Júnior (MDB).

 

Além dos parlamentares, constam da denúncia o ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o ex-deputado federal Pedro Henry, o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes e o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Cézar Correia de Araújo.

 

O grupo inclui, ainda, parentes dos gestores citados e empresários.

 

Segundo a promotoria, os denunciados irão responder por crimes de formação de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. A investigação reuniu 37 fatos relacionados ao suposto esquema, ocorridos entre os anos de 2009 a 2016.

 

De acordo com o MPE, os fatos vieram à tona a partir de colaborações premiadas de Teodoro Moreira Lopes, o “Doia” (indicado por Mauro Savi para a presidência do Detran-MT) e dos sócios proprietários da empresa EIG Mercados.

 

O esquema girou em torno da contratação da empresa responsável pela execução das atividades de registro, no Detran-MT, dos contratos de financiamentos de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil e de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor.

 

 

 

Fonte: Midia News

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