Paranatinga, 14 de Dezembro de 2019

Mato Grosso

Política Delator cita problemas psicológicos e temor com integridade física

Publicado 19/09/2015


O ex-secretário de Estado Pedro Nadaf; no detalhe, o empresário e delator João Rosa

DA REDAÇÃO 
Na decisão em que mandou prender o ex-governador Silval Barbosa e o ex-secretários de Estado Pedro Nadaf e Marcel de Cursi, a juíza Selma Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado da Capital, cita o "assédio" pessoal que teria sofrido o empresário João Batista Rosa. 

Este último, sócio do grupo Tractor Parts e presidente afastado da CDL de Cuiabá (Câmara de Dirigentes Lojistas), pagou R$ 2,6 milhões em propina para obter incentivos fiscais do Estado e, depois, virou delator do esquema alegado. 
  

"O declarante quer deixar consignado ainda que as procuras incessantes do Pedro Nadaf tem causado problemas de saúde e psicológicos e que existe um temor não só com a integridade física sua como de seus familiares"

Segundo Rosa, a pressão e as "procuras incessantes" de Nadaf teriam lhe "causado problemas de saúde e psicológicos". 

Ele disse, à Justiça, que existia "um temor não só com a sua integridade física, como com a de seus familiares".

Segundo a decisão da magistrada, o empresário Paulo Gasparoto, do grupo Decorliz, procurou Rosa para saber se ele tinha feito a delação premiada.

"As informações dos autos dão conta que Pedro Jamil Nadaf passou a investir constantemente em face do empresário", diz trecho da decisão.

"Não contente com o inoportuno assédio pessoal, Pedro Nadaf passou a fazê-lo por meio de terceiras pessoas, amigos comuns. Tal fato é relatado pelo colaborador (João Rosa), que teme represálias por parte do grupo", relatou Selma Arruda.

WhatsApp

“O declarante diz ainda que na data de ontem, no período vespertino, foi procurado pelo Sr. Paulo Gasparoto, amigo do declarante, onde esse lhe informou que Pedro Nadaf havia lhe procurado para saber se o declarante havia feito uma 'delação premiada', pois Pedro teria tido essa informação".

"O declarante quer deixar consignado ainda que as procuras incessantes do Pedro Nadaf tem causado problemas de saúde e psicológicos e que existe um temor não só com a integridade física sua como de seus familiares. Salienta, ainda, que Pedro Nadaf, mandou um WhatsApp ao declarante orientando-o para não falar com Marcel por telefone, mas sempre por Whatssapp”, diz trecho da decisão.

Silval Barbosa, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi estão detidos em Cuiabá
 
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