Paranatinga, 18 de Outubro de 2018

Mato Grosso

Júlio diz que Taques é raivoso, usa lei para inimigo e lembra antecessor Mão de Ferro

POLITICA | 26/04/2018 18:51:28


O ex-governador Júlio Campos (DEM) não acredita que a Operação Rota Final, que atingiu o ex-presidente da Ager Eduardo Moura (PSD) 24 horas após ter assinado o manifesto “Porque não apoiaremos a reeleição de Pedro Taques em 2018”, tenha sido retaliação do tucano contra o ex-aliado. A Operação foi deflagrada ontem (25) pela Polícia Civil, um dia após a publicação do manifesto.

 

No entanto, Júlio classifica o estilo de fazer política de Taques como “raivoso”. “Mato Grosso já teve governadores duros com os adversários e o Pedro Taques deve seguir essa mesma linha de ser rigoroso. Segue aquela filosofia: para os amigos, as facilidades da lei; para os neutros, a lei; e para os adversários, os rigores absolutos da lei”, declarou Júlio em entrevista na manhã desta quinta (26).

 

Segundo Júlio, o estilo de Taques fazer política pode ser comparado ao do ex-governador Fernando Corrêa da Costa, da antiga UDN, que governou o Estado por dois mandatos, nas décadas de 1950 e 1960. Nas ocasiões em que assumiu a chefia do Executivo, sucedeu Arnaldo Estevão de Figueiredo e Ponce de Arruda.

 

O ex-governador era chamado Fernando Mão de Ferro porque, no primeiro dia de governo, demitia todos os adversários ligados ao governador anterior. Nas duas vezes que venceu as eleições, derrotou o senador Filinto Müller”, lembrou.

 

Júlio também assinou o manifesto junto com outros 30 líderes políticos considerados aliados de Taques. Ele afirma que recebeu o conteúdo por Whatts App, através do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM), quando estava de férias em Cartagena das índias, na Colômbia e concordou com o conteúdo.

 

“O que diz o documento é o que a gente sente e o povo sente. Meu posicionamento é que o governo dele não merece bis. Não merece novo mandato”

 

“Coloquei a minha assinatura porque concordo com tudo. Infelizmente, é uma realidade. Gostaria que não fosse assim. O que diz o documento é o que a gente sente e o povo sente. Meu posicionamento é que o governo dele não merece bis. Não merece novo mandato”, pontua.

 

Sobre a acusação de Taques, que os ex-aliados teriam rompido porque tentaram colocá-lo no cabresto, sem sucesso, Júlio o desafia a dizer quais propostas indecorosas ele fez com nomes, datas, horas e assuntos tratados. O democrata admite somente ter feito sugestões com intuito de colaborar com a gestão do Estado.

 

“Eu nunca fui ao governador Pedro Taques impor nenhum cabresto, nenhuma posição, nenhuma radicalização. Pelo contrário, sempre o ajudei dando ideias e sugestões, mas ele nunca aceitou. É muito independente. Não conversa nem com Deus. De repente com Alá ou quem sabe sei lá com o quem. Não é costume dele se apegar às coisas divinas”, concluiu.

 

Fonte: RDnews

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